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Nikolas defende boicotes políticos, mas condena suspender caridade

"Nós temos o direito de escolher para onde que vai o nosso salário", afirmou o deputado.

30/10/2026
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu na quinta-feira (29) o direito de consumidores deixarem de comprar produtos ou frequentar estabelecimentos por divergências políticas, mas fez uma distinção entre o boicote comercial e a interrupção de ações de caridade por causa do voto.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que deixar de ajudar uma pessoa necessitada por sua escolha eleitoral é "errado" e incompatível com os princípios cristãos. Para Nikolas, a polarização vivida no país revela uma "crise espiritual disfarçada de crise política".

A manifestação ocorre em meio à repercussão dos boicotes motivados pelo resultado das eleições e às discussões sobre empresários, artistas, influenciadores e estabelecimentos que passaram a ser alvo de campanhas nas redes sociais por suas posições políticas.

Nikolas argumentou que consumidores têm liberdade para decidir onde gastar o próprio dinheiro e sustentou que eleitores de direita foram anteriormente atacados por suas escolhas políticas.

"A gente tá vendo empresários, artistas, influenciadores que xingaram, zombaram e acusaram 60 milhões de pessoas de serem extremistas, nazistas, genocidas, golpistas, só porque votaram no candidato de direita. E agora, eles estão indignados, porque esses mesmos não querem mais consumir nos seus estabelecimentos."

Para o deputado, deixar de comprar de determinada empresa ou profissional por discordância política faz parte da liberdade individual do consumidor. "Nós temos o direito de escolher para onde que vai o nosso salário, que nada mais é do que o fruto do suado e sagrado trabalho de cada um", afirmou.

Ao entrar no campo da assistência e da caridade, o deputado mudou o tom e afirmou que condicionar ajuda à posição política de uma pessoa ultrapassa um limite moral. "Uma pessoa deixar de ser caridoso com alguém por conta de quem ela votou é errado, e não é uma atitude cristã, afinal todos nós não merecemos e Cristo ainda assim estende a mão para nos ajudar", declarou.

Nikolas também ironizou críticas direcionadas aos movimentos de boicote e recuperou uma expressão utilizada em manifestações contra grupos identificados com a direita. "Eles ficaram esse tempo todo dizendo, 'recuar, fascista, recuar', e nós recuamos. Agora a gente não quer mais consumir ou fortalecer pessoas que não condizem com os nossos princípios", disse.

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