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Daniela Teixeira celebra mulheres eleitas no Brasil e nos EUA: "passos largos"

Ministra do STJ celebrou o avanço da presença feminina na política e nos espaços de poder.

4/11/2026
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A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira destacou nesta quarta-feira (4) o avanço da presença feminina na política e nos espaços de poder.

Em discurso durante a Conferência Internacional Mulheres que Movem a Justiça, a magistrada comparou os direitos conquistados por diferentes gerações de mulheres de sua família para dimensionar as mudanças ocorridas no país.

"A minha avó não podia votar e minha mãe não podia se divorciar. Então, andamos.Eu sei que é duro, mas andamos sem sombra de dúvida e vamos celebrar também, como diria Victor Hugo, não há exército mais forte, mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou. E a ideia de que as mulheres estão aqui e vieram para ficar chegou."

Daniela relacionou esse processo ao crescimento da representação feminina nas eleições brasileiras. "A ideia de que as mulheres estão aqui e vieram para ficar chegou. Chegou aqui e chegou no mundo todo", declarou.

A ministra do STJ citou o resultado das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3). Daniela utilizou o pleito norte-americano como outro exemplo do avanço da participação feminina na política.

"Tivemos essa madrugada as eleições de midterms nos Estados Unidos, que é um farol para o mundo, e elegeram nos Estados Unidos mulheres nunca antes vistas e que nunca passaram antes pela política."

Entre os resultados americanos, Daniela destacou a eleição da primeira governadora negra na Geórgia, da primeira governadora indígena no Novo México, de uma deputada trans e da primeira governadora latina no Texas. "Então, estamos caminhando aqui e no mundo", resumiu.

Daniela direcionou sua mensagem às mulheres que já conseguiram chegar aos espaços de poder. Segundo a magistrada, essas conquistas não podem ser vistas exclusivamente como resultado de méritos individuais, porque foram precedidas por gerações de mulheres que enfrentaram obstáculos ainda maiores.

A ministra mencionou, entre outros exemplos, Eliana Calmon, primeira mulher a ocupar uma cadeira no STJ. "Nós estamos nos ombros de quem veio antes de nós e isso nos dá uma imensa responsabilidade de acender a luz para as que estão vindo", declarou.

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