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Congresso Nacional, ao fundo, visto do Palácio do Planalto. [fotografo] Cléber Medeiros / Senado [/fotografo]
Em resposta às acusações que o ex-ministro Sergio Moro fez contra o presidente Jair Bolsonaro, diversos partidos e congressistas passaram a formular respostas práticas para forçar a investigação do caso.
Diante dos fatos, a Rede Sustentabilidade e o PSB, entraram com pedido de impeachment contra o chefe do Executivo.
Pela Rede, os senadores Randolfe Rodrigues (AP), Fabiano Contarato (ES), a deputada federal Joenia Wapichana (RR), além dos porta-vozes do partido, Pedro Ivo Batista e Laís Garcia, protocolaram o pedido pelo cometimento de crime de responsabilidade contra a probidade na administração.
"Em seu pronunciamento ao deixar o cargo do governo de Bolsonaro, Moro acusou indiretamente o presidente de ter cometido os crimes comuns de advocacia administrativa, prevaricação, falsidade ideológica, obstrução de justiça e corrupção passiva, além, é claro, do intrínseco crime de responsabilidade", afirmou a Rede.
O PSB apresentou um pedido semelhante. Segundo o líder do partido na Câmara, Alessandro Molon (RJ), mesmo diante do momento de crise que o país vive no campo da saúde, o afastamento do chefe do Executivo se faz necessário. "Absolutamente lamentável que, no meio de uma crise tão grave da saúde no Brasil, que já deixou mais de 3 mil brasileiros mortos, seja necessário iniciar um processo de impeachment contra o presidente da República. Mas, infelizmente, considerando os crimes cometidos pelo presidente, e considerando que nossa omissão poderia tornar os efeitos da crise ainda mais graves, não há outra saída", disse o líder do PSB.
O presidente do partido, Carlos Siqueira, também se pronunciou e afirmou que "o estrago político causado pela demissão [de Sergio Moro] está feito e dará cores vivas ao cenário do impedimento, que já tem seus contornos absolutamente visíveis no horizonte".
A bancada do Psol protocolou uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por utilização do cargo para interferir ilegalmente em investigações em curso na Polícia Federal. O partido pede a determinação imediata da busca e apreensão de todas as provas e indícios de investigações e, se confirmadas as irregularidades denunciadas pelo ex-ministro Sergio Moro, o afastamento do presidente da República.
A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), e o líder do Cidadania na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim (SP), concordam que as declarações de Sergio Moro são muito graves e têm claros indícios de crime de responsabilidade cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro.
Os líderes apresentaram requerimento para a instalação de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) nesta sexta-feira.
Para Eliziane, o Congresso não pode deixar de apurar e investigar denúncias dessa magnitude. “Bolsonaro atravessou o rio e queimou a ponte com a legalidade. Optou pela ilha pantanosa ao invés do continente seguro”, disse.
Já Arnaldo Jardim disse que “as revelações do ministro são gravíssimas e colocam em xeque de agora em diante todo e qualquer movimento de Bolsonaro nessa seara”.
No mesmo sentido, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) começou a coletar assinaturas eletrônicas para a instalação de uma CPI para apurar a atuação do presidente da República "de modo diametralmente oposto" ao interesse público e "incompatível com as prerrogativas e responsabilidades" do mandatário.
O deputado Aliel Machado (PSB-PR) também requereu a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as afirmações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública.
Além desses movimentos, o Psol também protocolou um convite para que o ex-juiz preste esclarecimentos sobre as tentativas, por parte do presidente, de obstrução das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
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