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Entidades pedem leitura de carta em defesa do sistema eleitoral no Senado

Coalizão com mais de 50 entidades possuem encontro marcado com Rodrigo Pacheco pedindo repúdio aos ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral

3/8/2022
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É inegável que há um traço autoritário no voto obrigatório. O fato de o Estado determinar que um cidadão seja obrigado a participar das escolhas dos governantes. Foto: TSE
Os movimentos da Coalizão em Defesa do Sistema Eleitoral possuem reunião com o presidente do Congresso Nacional, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a entrega de uma carta em repúdio aos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a justiça eleitoral. As entidades, que se somam em mais de 50 assinaturas, planejam solicitar que Pacheco faça a leitura do documento em plenário nesta quarta-feira (3). As entidades ressaltam que como presidente, Jair Bolsonaro possui o dever de tratar o processo eleitoral de forma serena e responsável. Ao longo de sua gestão, porém tem agido de “forma exatamente oposta a seus deveres jurídicos e institucionais, atacando de forma periódica, reiterada e sistemática o sistema eleitoral brasileiro, dirigindo-lhe críticas infundadas, dúvidas e afirmações desprovidas de respaldo técnico e racional”. O objetivo do presidente, na avaliação dos movimentos, é o de “gerar instabilidade institucional, disseminando a desconfiança da população brasileira e do mundo acerca da correção e regularidade das eleições brasileiras, e, por consequência, desacreditar o próprio país, como nação democrática, colocando em xeque a segurança jurídica, em momento especialmente delicado”. A entrega da carta a Pacheco, de acordo com os signatários, busca “reafirmar seu compromisso com a lisura e integridade do processo eleitoral e com as instituições da Justiça Eleitoral” e exigir do Congresso Nacional uma resposta às ameaças de Bolsonaro às eleições de 2022, “manifestando-se claramente contrário a qualquer aventura golpista”. O documento será entregue às 13h30 para Rodrigo Pacheco. Os signatários ainda pedem que a leitura seja feita nos plenários das duas casas, “para que a sociedade saiba que as organizações e movimentos sociais não estão inertes, estão atentos e mobilizados em defesa da democracia no nosso país”. Confira a seguir a íntegra da carta:
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