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Alexandre de Moraes manda investigar se Marcos do Val mentiu sobre plano golpista

Alexandre de Moraes incluiu Marcos do Val em inquérito em função das contradições sobre suposto golpe em seus depoimentos.

3/2/2023
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Alexandre de Moraes incluiu Marcos do Val em inquérito em função das contradições sobre suposto golpe em seus depoimentos. Foto: Carlos Moura/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES) por suspeita de falso testemunho. De acordo com ele, apesar de o parlamentar ter prestado depoimento, versões apresentadas do suposto golpe orquestrado em conjunto com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-deputado Daniel Silveira se contradizem, exigindo o aprofundamento nas diligências. Ao menos quatro versões da tentativa de golpe foram proferidas pelo senador. Em todas elas, ele afirma que Bolsonaro e Silveira o coagiram a marcar uma reunião com Moraes enquanto utilizava escutas eletrônicas, e conduzia a conversa para que o ministro dissesse algo que pudesse ser utilizado para justificar um golpe de Estado. A forma como isso se deu já varia: em uma versão, ele diz que Daniel Silveira intermediou pelo presidente. Em outras, conta que os três se encontraram pessoalmente, mas mudando o local a cada versão. O senador também não apresenta consenso sobre se Bolsonaro falou ativamente do esquema ou se apenas concordava com as ideias de Silveira. À Polícia Federal, chegou a incluir o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, na narrativa, alegando que este ficaria encarregado de fornecer equipamento para a espionagem ao ministro, bem como orientações em ponto eletrônico para a condução da conversa. Além de incluir do Val entre os investigados, Moraes ainda autorizou a Polícia Federal a realizar uma nova oitiva sobre o ocorrido, e emitiu três ofícios para colher material de apoio: um à editora Veja, exigindo uma cópia dos áudios publicados das entrevistas com o senador, outro à CNN, solicitando uma cópia de todas as entrevistas realizadas com ele, e um terceiro à Meta, empresa proprietária da plataforma Instagram, exigindo o arquivo com a gravação da transmissão ao vivo em que o investigado confessa o objetivo de atingir o presidente Lula e o próprio ministro Alexandre de Moraes. Os tipos penais variam conforme qual for a narrativa comprovada no curso da investigação. Caso se confirme o plano de Bolsonaro e Silveira, estes responderão por golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Caso contrário, Marcos do Val pode responder por denunciação caluniosa, falso testemunho e coação no curso de processo. Confira a seguir a íntegra do despacho de Moraes:
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