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[Robert Alves/Monumental Foto e IV5]
*Renata Abreu
Por onde a gente olha há problemas graves a serem resolvidos em nosso país. Educação, economia, saúde, habitação, saneamento básico, desigualdade social, governabilidade… Não vou ficar aqui elencando as áreas e os segmentos que estão de cabeça pra baixo, nem insistir na tecla que a solução depende, e muito, de empenho, perseverança, diálogo e união, porque isso todo mundo está cansado de saber. Sem envolvimento e sem arregaçar as mangas, não sairemos do lugar. Mas, nem tudo é caos. Tem uma coisa muito boa acontecendo em nosso país.
Somos referência mundial em aleitamento materno. É isso mesmo. Aqui, 41% das mães alimentam seus filhos exclusivamente com leite materno pelo menos até os seis primeiros meses de vida, o que coloca o Brasil à frente de Estados Unidos, Reino Unido e China. O índice é um pouco maior que os 40% praticados no mundo, embora ambos ainda abaixo da meta global estipulada em 50% pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas mostra que estamos no caminho certo e podemos avançar mais. Só precisamos de mais peitos!
Pode parecer exagero comemorar essa referência mundial, mas se observarmos a queda da mortalidade infantil em nosso país, temos a comprovação da relação direta com o leite materno. Em 1990, a taxa de mortalidade infantil chegava a assustadores 66 bebês em cada mil nascidos. No ano passado, a taxa caiu para 13 óbitos por mil nascidos. E isso merece aplausos. Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), a amamentação realizada pelo menos até os seis primeiros meses de vida pode evitar, por ano, a morte de 1,3 milhão de crianças de até 5 anos.