Publicidade
Expandir publicidade
Foto: Agência Brasil
Diante do anúncio recente de ações de relaxamento na política de moderação da Meta, por iniciativa do próprio diretor-executivo Mark Zuckerberg, o presidente da Aliança Nacional LGBTI+ e da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas, Toni Reis, publicou um comunicado apelando às autoridades brasileiras por iniciativas para proteger a integridade de grupos minoritários na internet. Ao legislativo, o pedido foi pela retomada da discussão do PL 2630/2020, conhecido como PL das Fake News, que prevê a regulamentação das redes sociais no Brasil.
Dentro do pacote de flexibilizações no controle de conteúdo da Meta, está a retirada de parte das restrições ao discurso de ódio no que trata de questões de gênero ou imigração, visando atender antigas demandas do grupo político do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Também consta a ruptura das parcerias com agências de checagem de fatos, substituindo-as por um modelo de notas da comunidade. A nota replica a medida adotada no X, de Elon Musk, também aliado de Trump.
“O encerramento das ações de checagem de fake news nas plataformas da empresa representa um grave retrocesso na luta contra a desinformação. Essa decisão amplia a disseminação de conteúdos falsos, que alimentam discursos de ódio, preconceitos e violências, colocando em risco a segurança e a dignidade das pessoas LGBTI+, além de ameaçar a coesão social”, alertou Toni Reis.
Um ponto que gerou especial preocupação por parte da Aliança Nacional LGBTI+ ficou de fora do discurso de Zuckerberg: a permissão para que usuários possam proferir discurso atribuindo a homoafetividade ou transexualidade a doenças mentais. Toni Reis considerou a medida como uma violação direta aos direitos humanos, em especial por haver reconhecimento da própria Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o pertencimento à comunidade LQBTQIA+ não configura qualquer tipo de doença.