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Contrário à proposta, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que adotar a desvinculação dos recursos da União seria o mesmo que desorganizar a administração orçamentária. “Eu poderia dizer que é consagrar a incompetência administrativa, para não dizer que há a má-fé de se utilizar R$62 bilhões aleatoriamente para atender a determinados compromissos, nem sempre republicanos”, disse o tucano, acrescentando que até poderia votar a favor da DRU em outro contexto, desde que não houvesse o registro de tantos casos de corrupção nos ministérios.
Seguindo a mesma lógica, o senador José Agripino (DEM-RN) afirmou que, com tantos escândalos de corrupção, é questionável a posição do governo neste momento. ando meio revoltado com tudo o que nós estamos assistindo. Quando a DRU foi proposta, no governo Fernando Henrique Cardoso, o PT votou contra. Não é isso que me leva a ter uma posição de questionamento. O que me leva a ter uma posição de questionamento é o seguinte: neste ano de 2011, seis – um, dois, três, quatro, cinco, seis – ministros de Estado foram demitidos por corrupção e dois estão na fila de espera. Dois na fila de espera.
Diante da grita geral da oposição, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), relator da matéria em plenário, defendeu a desvinculação com o argumento de que, sem ela, a presidenta Dilma Rousseff não teria como honrar seus compromissos de campanha. “A presidenta Dilma, por exemplo, foi eleita pelo povo brasileiro com um programa de governo, com propostas que foram do conhecimento da população e que sensibilizaram a população para elegê-la presidente. Ora, se ela tem um orçamento engessado que não lhe permite atender a essas prioridades, isso [a vinculação de receitas] gera, sem dúvida, uma dificuldade”, contraditou o petista.