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Desoneração da folha de pagamento para essas atividades continuará neste ano, mas haverá alíquotas gradualmente recompostas entre 2025 e 2028. Na imagem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Depois de meses em tensão com o Congresso Nacional, o governo federal recuou e aceitou manter a desoneração da folha para 17 setores intensivos de mão de obra em 2024. O acordo foi fechado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Com isso, a desoneração da folha de pagamento para essas atividades continuará neste ano, mas haverá alíquotas gradualmente recompostas entre 2025 e 2028.
“Isso é importante porque vamos dar respaldo a uma receita da Previdência, e é da lógica da reforma da Previdência o equilíbrio das contas. Quando a gente pega o sacrifício de um trabalhador que tem de, às vezes, trabalhar um ano, dois anos, três anos a mais, como aconteceu com a reforma da Previdência, temos que compreender que, da parte da receita, tem que haver uma correspondência do mesmo esforço”, disse Haddad no Senado.
Em 2023, o Congresso Nacional aprovou a prorrogação do benefício da desoneração da folha até 2027. No acordo feito entre o governo e o Congresso, haverá uma reoneração gradual a partir do próximo ano, com a contribuição patronal dos 17 setores à Previdência Social sendo feita da seguinte forma:
- 2024: desoneração total;
- 2025: alíquota de 5% sobre a folha de pagamento;
- 2026: alíquota de 10% sobre a folha de pagamento;
- 2027: alíquota de 15% sobre a folha de pagamento;
- 2028: alíquota de 20% sobre a folha de pagamento e fim da desoneração.