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Pacheco deve definir com o governo e líderes partidários a votação dos vetos em sessão do Congresso. Foto: Marcos Oliveira/Ag. Senado
Os líderes partidários na Câmara vão se reunir nesta segunda-feira (6) para discutir o que pode ser feito em resposta às enchentes no Rio Grande do Sul, que já deixaram 75 mortes e milhares de desabrigados. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), defendeu a adoção de "medidas extraordinárias" para reduzir a burocracia e ampliar o socorro financeiro ao estado. Os técnicos da Câmara e do Senado estudam que iniciativas poderão ser submetidas a votação.
“Temos a responsabilidade de discutir, nesta semana, um rumo para que a gente elabore uma medida totalmente extraordinária”, disse Lira. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também adota o mesmo discurso. Os dois sobrevoaram com o presidente Lula a região de Canoas (RS), uma das mais afetadas pelas enchentes.
“Não há limitações, não há restrições legais de tempos comuns. Há a necessidade de retirar da prateleira e da mesa a burocracia, as travas e as limitações para que nada falte ao Rio Grande do Sul para a sua reconstrução. Fizemos isso na pandemia com muita altivez no âmbito do Congresso Nacional com proposta de emenda à constituição que apelidamos de PEC da Guerra, com inúmeras medidas legislativas excepcionais”, destacou Pacheco.
Por determinação de Lira, a Câmara instalará uma comissão especial na próxima quarta-feira (8) para analisar a proposta de emenda à Constituição (PEC 44/23) que reserva 5% das emendas individuais ao Orçamento para o enfrentamento de catástrofes e emergências naturais.
Esse valor deverá ser destinado ao órgão federal competente, que deverá fazer o repasse às respectivas unidades da Federação no momento do desastre. O montante deverá ser revertido aos parlamentares no quarto ano da legislatura caso não tenha havido intercorrências que justifiquem a sua utilização.
Outro assunto que deve movimentar o Parlamento nesta semana é a sessão do Congresso Nacional, marcada para a próxima quinta-feira (9) para analisar os vetos presidenciais. Esta será a primeira sessão deliberativa do Congresso neste ano. Na agenda estão 32 vetos e dois projetos de lei.