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No Rio de Janeiro, Lula participou do lançamento do novo PAC acompanhado de Dilma, a quem prestou homenagem pela primeira versão do programa. Foto: Ricardo Stuckert
Em cerimônia realizada no Rio de Janeiro, o presidente Lula participou nesta sexta-feira (12) do lançamento da nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das principais bandeiras de seu governo. O mandatário assistiu acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e da ex-presidente Dilma Rousseff, criadora da versão anterior, a quem Lula chamou de “mãe do primogênito”.
O PAC anterior foi lançado em 2007, no segundo mandato de Lula, elaborado por Dilma no período em que ela assumia a chefia da Casa Civil. O modelo original destinou R$ 500 bilhões ao longo de quatro anos em diversas obras de infraestrutura no país. O novo PAC aumenta o valor para R$ 1,7 trilhões, que serão investidos até 2026, com ênfase na retomada de obras paradas e parcerias público-privadas.
De acordo com Lula, o novo PAC marca o início de seu atual governo. “Até agora, o que nós fizemos foi recuperar o que tinha desandado. Já recuperamos 42 políticas de inclusão social. O PAC é o começo do nosso terceiro mandato. A partir do PAC, o ministro vai ter que parar de ter ideia. Ministro vai ter que cumprir o que foi aprovado aqui, e trabalhar muito para que a gente possa executar esse PAC”, declarou.
A cobrança para que sua equipe ministerial cumpra os termos do programa foi acrescida de um voto de otimismo quanto aos resultados. “Os meus ministros atuais têm uma penca de ex-governadores, que vieram muito mais afiados do que no primeiro mandato. Eles estão muito preparados, todos eles têm muita experiência”.
O presidente também chamou atenção para o processo de elaboração do novo PAC, desenhado em conjunto com os demais entes federativos. “Muito mais do que uma carteira de investimentos públicos, o novo PAC é um acordo coletivo, nascido de um amplo diálogo federativo, de muita conversa com governadores e prefeitos, para que os projetos escolhidos reflitam os anseios das populações de cada região de nosso país”.
Entre as inovações da nova versão do programa, está a prioridade por obras compatíveis com as metas de proteção ambiental do governo. Lula ressaltou esse aspecto. “Temos uma das matrizes energéticas mais limpas e renováveis do mundo, e vamos investir cada vez mais em energia solar, eólica, biodiesel e biomassa. (...) Aproveitaremos esta, que talvez seja a maior oportunidade histórica de nossa geração, de nos tornamos a grande potência sustentável do planeta”, anunciou.
Lula também apontou para a importância do apoio do Poder Legislativo na execução do novo PAC. “Se hoje podemos anunciar esse novo PAC, é porque o Congresso Nacional também compreende que é necessário retomar o crescimento do país sem descuidar das contas públicas: compreensão já materializada durante a PEC da transição e que também se mostra na votação das novas regras fiscais”, afirmou.