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Tucano contra tucano no Espírito Santo

8/9/2005
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Diego Moraes

As denúncias de caixa dois na história do PSDB não se restringem à esfera federal. Em julho de 2001, o então governador do Espírito Santo, José Ignácio, à época filiado ao partido, foi acusado pelo seu próprio vice, o também tucano Celso José Vasconcelos, de montar um caixa paralelo para financiar a campanha ao governo.

Vasconcelos apresentou ao Ministério Público do Espírito Santo uma lista de pagamentos feitos por Raimundo Benedito de Souza Filho, o Bené, responsável pela contabilidade informal do comitê de Ignácio. Os investigadores do caso se convenceram de que a “lista do Bené”, como ficou conhecido o documento, indicava o caixa dois da campanha do governador. O papel mostrava nomes de doadores e de políticos que supostamente teriam recebido dinheiro do tesoureiro, inclusive o próprio vice-governador.

Ignácio foi acusado também, com base na lista, de ter comprado votos para ser escolhido o candidato do partido no Espírito Santo, durante a convenção estadual do PSDB em 1997. O tucano teria pagado entre R$ 2 mil e R$ 3 mil para que os filiados votassem nele. Ignácio não foi cassado e o processo aberto contra ele no Ministério Público estadual terminou arquivado. Mas o ex-governador foi expulso do PSDB depois das acusações.

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