Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. Privatizações e a mudança do papel do Estado (I) | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Marcus Pestana

Regras fiscais e sustentabilidade econômica

Marcus Pestana

O desafio maior: a guerra que não pode ser perdida

Marcus Pestana

A democracia ameaçada

Marcus Pestana

Perde o Brasil sem Rodrigo Pacheco no STF

Marcus Pestana

A economia e a medicina

economia

Privatizações e a mudança do papel do Estado (I)

O Brasil experimentou uma trajetória típica de “capitalismo tardio”, nascido do ventre de uma sociedade escravista, diz Marcus Pestana

Marcus Pestana

Marcus Pestana

23/9/2023 | Atualizado às 9:02

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

O presidente JK em frente ao Palácio da Alvorada

O presidente JK em frente ao Palácio da Alvorada
As relações entre sociedade, economia e Estado têm configuração cambiante no espaço e no tempo. O papel do Estado na vida social moderna oscilou desde o liberalismo clássico, onde as ações governamentais se concentravam em poucos setores (defesa nacional, garantia da vigência das leis, segurança pública, defesa da moeda), até a experiência do Estado Máximo, no campo soviético, com a estatização radical dos meios de produção. Tivemos a hegemonia do pensamento keynesiano, a partir da grande crise de 1929, com o Estado suprindo as lacunas e distorções herdadas da economia de mercado. Experiências intermediárias entre o liberalismo pleno e o socialismo real ocorreram, como as malsucedidas nacionalizações do governo de François Mitterrand, na França. Os governos podem intervir de três formas: 1) através da via fiscal, arrecadando impostos e organizando o gasto público, segundo determinados critérios e objetivos; 2) pela regulação, fiscalização, controle, política econômica e legislação; e, 3) na produção de bens e serviços através de empresas estatais. O Brasil experimentou uma trajetória típica de “capitalismo tardio”, nascido do ventre de uma sociedade escravista, no final do século 19. Registre-se que a revolução industrial inglesa, marco inaugural do capitalismo, teve lugar no final do século 18. Para superar o atraso e transformar o país de um enorme cafezal em uma economia industrial diversificada, via substituição de importações, o Estado desempenhou papel central. Todo o arsenal de política econômica (crédito, câmbio, juros, tarifas de importação, barreiras regulatórias) foi acionado em nome da marcha forçada rumo à sociedade industrial. Além disso, as empresas estatais foram protagonistas. Os períodos de ouro da industrialização brasileira se deram especialmente nos governos Vargas, JK (Planos de Metas) e Geisel (2º. PND). CSN, Vale do Rio Doce, Petrobras, BNDE, Rede Ferroviária, Eletrobrás, Siderbrás, Telebrás são nomes indissoluvelmente ligados ao processo de industrialização brasileiro. O mundo mudou. A experiência soviética naufragou. A China optou por um socialismo de mercado ou um capitalismo de Estado, como se preferir. A socialdemocracia europeia redimensionou o Estado de Bem-Estar diante das restrições fiscais. A revolução tecnológica introduziu novos padrões de desenvolvimento. O conhecimento assumiu a ribalta em lugar de outros fatores de produção. A internet e as telecomunicações integraram o planeta. A globalização reduziu a autonomia dos Estados Nacionais. O setor de serviços roubou crescentemente espaços da indústria e do setor primário. Mudaram a sociedade, a economia e o mundo. O papel do Estado teve que ser repensado. A reversão do Estado intervencionista, iniciada na década de 1970 e que ganhou força ao final do século 20, impôs uma agenda de desestatização, no Brasil e no mundo. A privatização de empresas estatais entrou na ordem do dia. No Brasil, primeiro foram privatizados o parque siderúrgico e a Embraer. Depois a Vale do Rio Doce, a Rede Ferroviária, os bancos estaduais e o Sistema Telebrás. Recentemente, a BR Distribuidora e a Eletrobrás. Concessões e parcerias avançaram em outros setores. Há muitas motivações que movem as privatizações. Mas, é preciso responder: Por quê? Como? Por quanto?  Voltaremos ao assunto. O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
 
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

petrobras economia eletrobras Juscelino Kubitschek Estado vale do rio doce

Temas

País Colunistas Coluna
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES