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Política educacional

2026 não pode ser um ano perdido para a educação

Com avanços estruturantes já aprovados, o Brasil precisa consolidar políticas, concluir o novo PNE e manter a educação como prioridade em 2026.

Socorro Neri

Socorro Neri

22/1/2026 18:00

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Mesmo em meio a um cenário de polarização intensa e, muitas vezes, de pautas que pouco dialogam com a vida real do povo brasileiro, é preciso reconhecer: 2025 foi um ano de importantes construções para a educação. Mostramos que, quando há responsabilidade institucional e compromisso com o futuro do país, é possível avançar.

Aprovamos marcos estruturantes como o Sistema Nacional de Educação (SNE), o novo Plano Nacional de Educação (PNE) para os próximos dez anos e a Política Nacional de Indução à Docência – o Mais Professores para o Brasil. São conquistas que não pertencem a um governo ou a um partido, mas ao Brasil. Elas fortalecem a coordenação federativa, dão rumo às políticas públicas e reafirmam a educação como prioridade estratégica para o desenvolvimento nacional.

Agora, 2026 se impõe como um ano decisivo. Não podemos permitir que o calendário eleitoral, a disputa política ou a tentação dos atalhos interrompam esse caminho. O desafio é claro: consolidar os avanços, garantir segurança jurídica e manter o foco em uma agenda que una qualidade, inclusão, inovação e valorização dos profissionais da educação.

A principal prioridade é a conclusão da tramitação do novo PNE no Senado. O Plano é o coração do planejamento educacional brasileiro. Ele precisa assegurar metas factíveis, financiamento adequado e, sobretudo, respeito e valorização a quem faz a educação acontecer todos os dias: professores, professoras e demais profissionais da área. Sem previsibilidade, não existe política pública consistente. Sem planejamento, não existe futuro.

Após conquistas estruturantes em 2025, 2026 exige foco, planejamento e compromisso para não interromper a agenda educacional.

Após conquistas estruturantes em 2025, 2026 exige foco, planejamento e compromisso para não interromper a agenda educacional.Freepik

Outro tema incontornável é a regulamentação da Inteligência Artificial. A IA já está presente nas salas de aula, na gestão educacional e na formação docente. Cabe ao Congresso construir um marco legal equilibrado: que estimule a inovação, mas estabeleça limites éticos, proteja estudantes e reforce o papel insubstituível do professor. Regular não é frear o progresso — é garantir que ele sirva às pessoas, e não o contrário.

Também será fundamental acompanhar de perto a implementação da Reforma Tributária e seus impactos sobre o setor educacional, assegurando estabilidade normativa e condições reais de sustentabilidade para as instituições de ensino, públicas e privadas, em todo o país.

À frente da Frente Parlamentar Mista pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ), sigo comprometida com uma atuação técnica, propositiva e, acima de tudo, dialogada. Educação não se faz com improviso, nem com guerra ideológica. Se faz com planejamento, escuta, cooperação e responsabilidade pública.

A educação é um projeto de nação. E o Brasil não pode se dar ao luxo de desperdiçar mais um ano. 2026 não pode — e não será — um ano perdido para a educação.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

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