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Apostas online

Como a IA pode proteger o brasileiro das dívidas das bets

A explosão do jogo digital expõe um mercado predatório que exige regulação urgente e uso da inteligência artificial como escudo ao cidadão.

Régis de Oliveira Júnior

Régis de Oliveira Júnior

2/2/2026 9:00

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A ascensão rápida das apostas online, as chamadas bets, transformou-se em uma epidemia silenciosa no Brasil, afetando milhões de famílias. O entretenimento tornou-se um ciclo destrutivo de vício e endividamento. A Inteligência Artificial (IA), central no sucesso preditivo das plataformas, deve ser reorientada como escudo social para o cidadão, exigindo intervenção regulatória urgente. O atraso do governo abriu uma ferida social que exige solução digital imediata.

O problema é alarmante. Em 2024, o varejo brasileiro deixou de faturar R$ 103 bilhões, enquanto as apostas movimentaram R$ 240 bilhões, valor superior ao PIB anual de dez estados. Em agosto de 2024, R$ 3 bilhões de beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família, foram transferidos via Pix para sites de apostas. Quase 17% dos cadastrados apostaram, gastando em média R$ 100. O endividamento por apostas atingiu 1,8 milhão de brasileiros.

A ascensão das bets não seria possível sem a IA. Clubes e casas de apostas usam algoritmos sofisticados para otimizar desempenho, definir odds e manter o jogador engajado. Estudos internacionais, como o relatório da Lancet Public Health de 2025, mostram que 5% dos usuários geram 80% do faturamento, revelando o caráter predatório do mercado. A solução exige que as plataformas implementem uma IA de Proteção ao Cidadão.

Algoritmos que hoje alimentam o endividamento podem ser reorientados para prevenção, limites automáticos e proteção de famílias vulneráveis.

Algoritmos que hoje alimentam o endividamento podem ser reorientados para prevenção, limites automáticos e proteção de famílias vulneráveis.Pedro Affonso/Folhapress

A ludopatia é reconhecida como transtorno mental pela OMS. Políticas públicas eficazes ainda dependem da ação voluntária do indivíduo. É preciso criar mecanismos proativos que usem tecnologia para intervir antes da ruína. A lei deve exigir que plataformas identifiquem jogadores com Índice de Risco Preditivo elevado, acionando intervenção automática. Limites de gasto e tempo devem ser universais e baseados no perfil socioeconômico. O governo deve bloquear transferências de programas sociais para apostas, garantindo que a tecnologia sirva à finalidade social.

A IA pode ser a chave para proteger brasileiros do ciclo de vício e endividamento em apostas online.

A transparência dos algoritmos é mínima. Um Órgão Regulador Técnico e Independente deve auditar as plataformas, garantindo conformidade com regras de Jogo Responsável e prevenindo designs viciantes. O direito à propriedade intelectual não pode se sobrepor à proteção financeira e à saúde mental. Se a IA explora vulnerabilidade humana, falha eticamente. O governo deve intervir para que o bem público prevaleça.

O Observatório do Ministério da Saúde deve usar os dados de risco da IA para identificar regiões e grupos vulneráveis, direcionando campanhas educativas e suporte psicológico de forma preditiva. Limites automáticos não são paternalismo, mas restauração da soberania financeira de milhões de famílias. O algoritmo da proteção deve tornar a IA escudo social contra vício e endividamento, priorizando o cidadão sobre o lucro antes que o custo social se torne irreversível.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

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