Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. AI 5 - Eduardo Bolsonaro ameaça a democracia | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Rubinho Nunes

Como o Luva de Pedreiro pode se livrar da multa de R$ 5 milhões

Rubinho Nunes

Bolsonaro x STF: quem está certo no caso Daniel Silveira?

Rubinho Nunes

Todo pré-candidato deve ser inserido em pesquisas eleitorais?

Rubinho Nunes

Todo político deveria fazer prestação de contas

Rubinho Nunes

Ex-bolsonaristas merecem redenção?

AI 5 - Eduardo Bolsonaro ameaça a democracia

Rubinho Nunes

Rubinho Nunes

1/11/2019 | Atualizado 10/10/2021 às 16:48

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) [fotografo]Lula Marques[/fotografo]

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) [fotografo]Lula Marques[/fotografo]
Escrevo hoje minha primeira coluna para o Congresso em Foco e confesso que jamais imaginei que as primeiras linhas seriam para denunciar uma ameaça evidente à democracia e à liberdade. O antagonismo singular deste momento traz uma sensação estranha que mistura frustração e preocupação – e é justamente isso que pretendo esclarecer. Como militante e advogado do MBL, dediquei os últimos anos na defesa da liberdade, da democracia e do combate à corrupção. Confesso que num sopro de ingenuidade imaginei que tais valores estavam garantidos com a queda de Dilma Rousseff e saída do PT do poder, ente ligado ao Foro de São Paulo, alinhado às ditaduras cubanas e venezuelanas que nunca escondeu seus planos de perpetuação no poder. Fazendo uso das ferramentas que tinha – o jus postulandi oriundo do registro de advogado –, movi algumas dezenas de processos contra figuras políticas brasileiras, desde a ação popular que retirou as regalias do ex-presidente Lula até a impugnação de sua candidatura, passando por denúncias na ONU contra Gleisi, impeachment de ministros do STF e algumas outras. O sentimento em cada processo sempre foi o mesmo – esperança. As vias democráticas são a alternativa para a solução dos problemas do Brasil. O caminho pode ser longo, tortuoso, mas é o correto, é o justo. O Judiciário não goza de nossa confiança, mas há um recurso. Se esgotados os recursos, existe o Congresso Nacional. As leis e sua aplicação haveriam de solucionar os problemas, e solucionaram. Políticos de alto calibre foram encarcerados, Dilma Rousseff impeachmada mesmo com um Congresso Nacional inadequado. Lula foi impedido de concorrer de dentro da cadeia. Os passos podiam ser vagarosos, a pressão popular sempre foi necessária para cada passo, mas eles foram dados. Em meio a tudo, veio a eleição de Jair Bolsonaro, fazendo renascer a confiança do brasileiro na democracia. Uma nova derrota imposta ao PT e a política cleptocrata representada pelo partido. Mas daí surge o absurdo justamente de onde menos era esperado. Por mais que Bolsonaro e seus filhos tenham sido meros figurantes em todo processo de impeachment, reflexo de sua política isolacionista, é inegável seu conhecimento sobre as alternativas e soluções democráticas para os problemas apresentados. Na qualidade de presidente, Bolsonaro passou a ser alvo de severas críticas, algumas justas, outras absurdas – vide a recente matéria de cunho claramente sensacionalista oriunda de uma declaração falsa do porteiro de seu condomínio. Entretanto, a crítica emerge de um direito inalienável – a liberdade. E a solução para injustiça está justamente nos caminhos que traçamos contra o PT, a Justiça. Mas tais valores não fazem parte das parcas qualidades do deputado Eduardo Bolsonaro, ex-futuro embaixador que aparentemente sofre de surtos de deslumbramento. Em recente entrevista a Leda Nagle, Eduardo reclama das tentativas opositoras de culpar Bolsonaro por problemas diversos, como o vazamento de óleo nas praias do nordeste. Se por um lado Bolsonaro não tem culpa do vazamento, sua condição presidencial faz dele responsável por medidas para cessar os danos e punir os responsáveis através da diplomacia e política internacional – as quais o pretenso embaixador seria obrigado a saber. > Radicalização da esquerda justifica edição de novo AI-5, afirma Eduardo Bolsonaro Mas este não é o ponto, como cidadão, parlamentar e filho, Eduardo tem o direito a se expressar, a defender o pai e seus valores. O que causa frustração e tristeza é a continuidade da entrevista. Eduardo propõe como solução às críticas um novo AI-5. Para o parlamentar, um novo ato institucional que fizesse cessar as garantias individuais, inclusive a liberdade de expressão, atrelada ao fechamento do Congresso Nacional – o qual ele e o irmão fazem parte como deputado e senador respectivamente – e a intervenção em estados e municípios seria a solução. Aprisionar o Brasil em uma nova ditadura soa conveniente apenas aos ouvidos moucos daqueles que não detêm os valores democráticos e a capacidade para o diálogo, mas jamais é a alternativa razoável para qualquer dos problemas. É impensável que qualquer cidadão que tomou as ruas contra a ditadura petista fique silente diante de tamanha afronta. A fala de Eduardo não ataca apenas a democracia, ataca a moral de todo cidadão que lutou contra o PT por liberdade. Se hoje nossa Constituição garante ao Eduardo a liberdade para falar tamanha asneira, nos assegura o direito de denunciar tamanho absurdo. > Deputado tem que trabalhar muito?
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Judiciário ditadura PT Dilma Rousseff democracia corrupção golpe MBL Eduardo Bolsonaro impeachment de Dilma liberdades democráticas

Temas

Direitos Humanos Colunistas Congresso
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES