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16/11/2016 | Atualizado 10/10/2021 às 16:32

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A eleição de Trump para a presidência dos Estados Unidos é mais um ingrediente que se coloca no panelão da intolerância que nos leva às pequenas "guerras frias" ao redor do mundo. Algumas  dessas guerras estão bem perto de nós, como a da Colômbia, que já dura 50 anos, onde a maioria da população se rebela contra o acordo de paz proposto por seu presidente e "Nobel da Paz", Juan Manoel Santos,  que insiste em novos entendimentos para viabilizar a aceitação popular. Outra é a situação da Venezuela que, governada pelo déspota Hugo Chávez - já excluído pelo inevitável destino – entrou em ebulição na condução do país por um substituto igual ou pior do que o antecessor. Não há estado de guerra, mas a população sofre com a violência praticada por milícias e forças do Estado. O massacre de inocentes no Afeganistão, Iraque, Síria; e em vários outros países da África, estes esquecidos pelo desinteresse dos grandes "senhores das guerras" em patrocinar grupos revoltosos em países sem grandes reservas naturais. Neles, a guerra é mais sangrenta, pois as lutas tribais não encontram limites no confronto pessoal e se assemelham aos cruéis membros do chamado "Estado Islâmico", que amedronta  tudo e  todos com os seus métodos sanguinários e destruidores. A chegada de Trump ao poder em substituição ao "senhor da Paz", Barack Obama, prenuncia a volta dos velhos tempos de união de forças para vencer os "inimigos", como aconteceu na Segunda Guerra Mundial quando a União Soviética, os Estados Unidos da América e o Reino Unido lideraram o combate contra o III Reich, aniquilando as forças armadas de Hitler. Com o fim da guerra, os aliados criaram a Organização das Nações Unidas (ONU) com a firme decisão de impedir guerras globais, declarando: “Nós, os povos das Nações Unidas, decididos: a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra que por duas vezes, no espaço de uma vida humana, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade; a reafirmar a nossa fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, assim como das nações, grandes e pequenas”, tendo como primeiro objetivo “Manter a paz e a segurança internacionais e para esse fim: tomar medidas coletivas eficazes para prevenir e afastar ameaças à paz e reprimir os atos de agressão, ou outra qualquer ruptura da paz e chegar, por meios pacíficos, e em conformidade com os princípios da justiça e do direito internacional, a um ajustamento ou solução das controvérsias ou situações internacionais que possam levar a uma perturbação da paz”. Apesar de tal decisão, a verdade é que os principais aliados ocuparam as terras dos derrotados implantando, durante anos, governos com o uso da força de suas armas, de muros separando territórios e famílias. Nesses tempos de incertezas, a cada dia, novos muros são construídos para barrar refugiados ou imigrantes que desejam viver e trabalhar em países mais desenvolvidos. O futuro presidente americano tem anunciado que vai expulsar 3 milhões de imigrantes ilegais que tenham ficha criminal. Os Estados Unidos são o país com o maior número de presos com cerca de 2,5 milhões encarceradas; como se sabe, a maioria dos presos é negra ou latina,  sendo que os latinos representam 22% do total,  ou seja,  500 mil internos estariam em condição de serem deportados, o que já bastaria para Trump cumprir a ameaça. A questão, porém, não é só esta; Trump, na campanha, elogiou o presidente Putin  sinalizando que, como na 2ª Guerra, poderá se aliar aos tradicionais adversários para uma guerra de ocupação dos países muçulmanos com a desculpa esfarrapada de exterminar terroristas, milicianos e qualquer outro tipo de extremistas, menos americanos ou russos. Mais sobre Donald Trump  
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