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Erika Hilton recebe novo passaporte após visto masculino dos EUA

Segundo a deputada, novo documento concedido pelo Itamaraty busca compensar violação de direitos por parte dos Estados Unidos.

Congresso em Foco

19/3/2026 12:46

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A deputada Erika Hilton (Psol-SP) informou ter recebido um novo passaporte diplomático do Ministério das Relações Exteriores, em resposta à decisão do governo dos Estados Unidos de conceder a ela um visto registrado com gênero masculino. Segundo a congressista, a recusa em reconhecer sua identidade enquanto pessoa transsexual indica que não será possível para ela entrar em território americano durante o governo Trump.

O governo americano concedeu o visto com gênero masculino ainda no início da gestão Trump, em abril de 2025. Na ocasião, a parlamentar anunciou que apresentaria uma ação junto à Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo Erika, a decisão não apenas violou sua dignidade individual, como também as prerrogativas diplomáticas brasileiras ao alterar uma documentação de gênero reconhecida pelo país de origem.

Em entrevista ao Metrópoles, a deputada afirmou que o novo passaporte tem valor simbólico. "Eu não queria um carimbo no meu passaporte com aquela tamanha violência, então eu pedi a emissão de um novo passaporte. O meu passaporte antigo está guardado, porque também há vistos de outros países, mas o meu passaporte novo está dado", relatou.

Erika diz reconhecer sobrecarga da ONU diante de crises provocadas por Trump.

Erika diz reconhecer sobrecarga da ONU diante de crises provocadas por Trump.Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Entrave na ONU

Questionada sobre o andamento da ação contra o governo americano na ONU, Erika disse reconhecer que, no momento, dificilmente haverá uma resposta da organização diante da sobrecarga de conflitos internacionais.

"O mundo está em guerra. A ONU precisaria se manifestar em outras instâncias, não só na violência que eu sofri. Tem uma violação de direitos humanos, tem gente inocente morrendo, tem guerra por todos os mundos, e a ONU me parece com uma incapacidade de conseguir dar uma resposta à sociedade", declarou.

O episódio envolvendo seu visto, em sua avaliação, foi apenas um entre vários atos arbitrários de Donald Trump diante da comunidade internacional. "A conjuntura global, o direito internacional, que foi rasgado, cuspido e qualquer outro adjetivo para descrever isso, acabou empantanando qualquer tipo de resolução a esse problema", afirmou.

Até que haja uma normalização nos Estados Unidos, Erika não vê possibilidade de entrar no país. "Para eu pisar nos Estados Unidos eu preciso abrir mão da minha identidade, de eu abrir quem eu sou, então não há a menor possibilidade de eu ir nos Estados Unidos, até porque tem sido bastante ameaçador, perigoso estar nos Estados Unidos".

Comissão da Mulher

Erika Hilton também comentou a resistência de parlamentares do campo conservador contra a sua eleição como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Segundo a congressista, críticas à sua atuação ou à escolha de seu partido pelo seu nome podem ser legítimas enquanto se mantiverem no campo de ideias, mas se transformam em transfobia ao entrar na negação da identidade de gênero.

"É legítimo ter a dúvida para perguntar 'será que a deputada Erika Hilton, com a vivência, com a vida que tem, conseguirá?'. Porque eu também posso questionar: 'será que uma deputada branca, elitizada, que nasceu cheia de privilégios, tem capacidade de ocupar a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres e representar todas as mulheres?'", ponderou.

A deputada acrescentou que o perfil das mulheres tanto dentro quanto fora do parlamento é plural, e quem quer que esteja na presidência da comissão estará ali não como representante de todas as mulheres, mas de um nicho dentro de um colegiado mais amplo.

"Nós não estamos em um ambiente onde, por ser uma mulher biológica e senta na cadeira da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres, automaticamente todas as outras mulheres estão representadas. Isso não existe. Eu não vou representar todas as mulheres, como outras mulheres que sentaram lá também não vão representar todas as mulheres", disse.

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Comissão de direitos da mulher Erika Hilton Ministério das Relações Exteriores estados unidos Donald Trump câmara dos deputados

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