Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. MPF investiga uso de avião da FAB para levar garimpeiros ilegais a ...

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

MPF investiga uso de avião da FAB para levar garimpeiros ilegais a Brasília

Congresso em Foco

21/8/2020 | Atualizado às 19:02

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Avião da Força Aérea Brasileira (FAB) [fotografo] Marcos Corrêa/PR [/fotografo]

Avião da Força Aérea Brasileira (FAB) [fotografo] Marcos Corrêa/PR [/fotografo]
O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação por uso de avião da Força Aérea Brasileira (FAB), para transporte de garimpeiros ilegais até Brasília. A situação pode configurar improbidade administrativa por desvio de finalidade.

No início de agosto de 2020, a FAB enviou aeronaves para Jacareacanga, no extremo sudoeste do Pará, por solicitação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para apoiar uma operação de combate a crimes ambientais – sobretudo garimpo ilegal – dentro das terras indígenas Munduruku e Sai Cinza. A operação acabou não ocorrendo e, segundo o MPF, uma das aeronaves da FAB serviu para transportar mineradores ilegais.

A investigação se baseia em documento da própria FAB que, em resposta a ofício do MPF, confirmou que cedeu, no dia 6 de agosto de 2020, um avião para transportar pessoas indicadas como lideranças indígenas até Brasília para reunião com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que no dia anterior havia ido até Jacareacanga e se encontrado com os garimpeiros que eram alvo da operação do Ibama.

De acordo com a resposta da FAB ao MPF, a determinação para ceder uma aeronave foi acompanhada de ordem para suspender temporariamente a Operação Verde Brasil 2 na região de Jacareacanga, posteriormente retomada, mas "já sem capacidade nenhuma para combater os crimes ambientais, porque os criminosos tiveram tempo para esconder o maquinário pesado que utilizam na devastação da floresta", aponta o MPF, que afirma que tanto a paralisação da operação, assim como o transporte de garimpeiros até Brasília, prejudicaram a efetividade da fiscalização.

Lideranças Munduruku enviaram carta ao MPF negando que as pessoas transportadas no avião da FAB representassem o povo indígena. Na verdade, diz a carta, a caravana levada para Brasília foi formada por sete moradores que são defensores dos interesses de garimpeiros e atuam com a exploração ilegal de minérios no interior da terra indígena Munduruku. Para o MPF, ao transportar criminosos, pode ter se configurado o desvio de finalidade, já que a presença da FAB na região tinha o objetivo de apoiar operação contra os crimes ambientais.

“Verificam-se, no presente caso, fortes indícios de desvio de finalidade na utilização de aeronaves da Força Aérea Brasileira, as quais, a princípio, deveriam ser destinadas para efetividade da Operação Verde Brasil 2 no combate à mineração ilegal”, diz o MPF no despacho que instaurou a investigação de improbidade administrativa. Pelas leis brasileiras, toda mineração dentro de terras indígenas é ilegal, portanto necessariamente comete crime quem admite ser garimpeiro em terras indígenas.

Após a divulgação da investigação no MP, O líder da bancada do PSB na Câmara, deputado Alessandro Molon (RJ), informou que vai requerer informações ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, ao ministério do Meio Ambiente e ao Ministério da Defesa para identificar os motivos pelos quais os ministérios autorizaram o uso de aeronaves por parte de mineradores ilegais.
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

MPF ministério público federal FAB força aérea brasileira lideranças indígenas Jacareacanga Operação Verde Brasil 2 Munduruku

Temas

Governo

LEIA MAIS

Derrubada de veto causa tensão entre Guedes e senadores; governo tenta mediar

Guedes anuncia prorrogação de programa emergencial de emprego

Brasil gera 131.010 novos empregos formais em julho

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES