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A lenta agonia de Renan

Congresso em Foco

20/6/2007 | Atualizado às 22:45

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Soraia Costa

O presidente do Congresso perdeu mais uma batalha ontem no Conselho de Ética do Senado. Após a conclusão da perícia feita pela Polícia Federal na documentação de defesa do senador (leia mais), os membros do colegiado optaram por adiar novamente a votação do parecer proposto pelo relator licenciado, Epitácio Cafeteira (PTB-MA), e que pedia o arquivamento do processo contra Renan Calheiros (PMDB-AL).

A análise feita pela PF apontou diversas dúvidas com relação às informações apresentadas por Renan. Os peritos também pediram mais tempo para que fosse feita uma investigação mais profunda e que permitisse verificar a veracidade das transações de compra e venda de gado usadas na defesa do senador.

O pedido dos peritos foi atendido pelos membros do Conselho de Ética que concluiram que havia um fato novo e que o relatório de Cafeteira havia perdido a validade. “Com o resultado da perícia o relatório apresentado na semana passada ficou ultrapassado. Se Cafeteira não aceitar acrescentar as novas informações no relatório, a comissão tem a opção de votar contra o parecer e designar novo relator”, afirmou o presidente do colegiado, senador Sibá Machado (PT-AC).

“O essencial é saber a origem do dinheiro, primeiro pedimos a perícia, agora a investigação. O relatório ficou vencido e agora tem um cronograma de trabalho. Dificilmente ficará sem alteração”, acrescentou o líder do PSB, senador Renato Casagrande (ES).

Hoje uma comissão designada pelo presidente do colegiado e composta por seis senadores irá estabelecer um cronograma de trabalho que deverá incluir, inclusive, o depoimento de Renan Calheiros. Na reunião da comissão também está prevista a elaboração das perguntas que serão dirigidas ao presidente da Casa.

Relatoria

Na reunião da comissão convocada por Sibá também será designado um novo relator para o processo contra Renan Calheiros. O novo relator, no entanto, não poderá apresentar um substitutivo ao parecer de Epitácio Cafeteira, pois este não abriu mão da relatoria, apenas se licenciou por dez dias.

A licença de Cafeteira vence na próxima semana, mas Sibá Machado disse que não pretende deixar o processo sem relator até lá. “Amanhã isso será discutido com a comissão, mas é provável que o relator seja do mesmo bloco”, disse o presidente do Conselho.

Designado para substituir Epitácio Cafeteira, o senador Wellington Salgado deixou a função de relator durante a sessão do Conselho de Ética na noite de ontem, afirmando que o objetivo do colegiado não era mais investigar Renan, mas derrubá-lo da presidência da Casa. “É mais uma luta pela coroa. O presidente Renan comprovou tudo que os senhores [jornalistas] levantaram. O relatório da Polícia Federal foi correto. O do Senado também. Mas virou uma luta pela coroa. Quem tem a coroa? Quem tem é o presidente do Senado”, garantiu.

Conselho dividido

O adiamento da votação e a notícia de que Renan Calheiros havia aceitado prestar esclarecimentos ao Conselho de Ética dividiram opiniões.

Para o líder do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), é preciso haver um limite para as investigações. “Não podem ficar adiando a votação e pedindo mais investigações a cada fato novo. Se ainda não é possível chegar a uma conclusão é melhor votar o parecer e iniciar outros procedimentos, como a criação de uma CPI, por exemplo”, argumentou.

Já o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que até a semana passada era contrário ao adiamento da votação do parecer de Epitácio Cafeteira, comemorou o fato de Renan decidir se explicar ao Conselho. Após ler a conclusão da Polícia Federal, Suplicy foi à tribuna do Senado solicitar que Renan comparecesse “espontaneamente” ao colegiado para esclarecer as dúvidas dos senadores.

Durante a reunião do conselho Suplicy leu um documento de quatro páginas na qual destacava os pontos considerados inconclusos pela Polícia Federal, o que, segundo ele, justificava a continuidade das investigações.

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