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Entrevista

Guilherme Cortez cogita candidatura à Câmara para fortalecer esquerda

Em entrevista ao Congresso em Foco, deputado paulista do Psol comentou o alcance de seu mandato e disse refletir sobre disputar vaga em Brasília.

Congresso em Foco

17/11/2025 | Atualizado 2/3/2026 às 14:10

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O avanço das redes sociais como palco da política ampliou o alcance de lideranças regionais e criou novos caminhos para a projeção de figuras locais no debate nacional. Jovens parlamentares, ligados tanto à direita quanto à esquerda, têm usado a internet como vitrine para além do limite de seus estados, em um cenário de intensa disputa por narrativas e novos públicos.

Em entrevista ao Congresso em Foco, o deputado estadual Guilherme Cortez (Psol), vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), falou sobre o crescimento de sua visibilidade fora do Estado, a forma como a comunicação digital tem impulsionado esse processo e sua possível candidatura ao Congresso.

Aos 27 anos, ele é visto como um dos principais nomes da oposição paulista e pode se tornar o próximo "puxador de votos" do Psol para as eleições de 2026, após a ida de Guilherme Boulos para a Secretaria-Geral da República.

Projeção nacional

A presença digital de parlamentares tem se tornado um fator decisivo para projetar novos nomes da política para além de seus estados de origem. Cortez reconheceu que o engajamento nas plataformas tem sido decisivo para aproximar o mandato de novas audiências e inspirar iniciativas em outras regiões do país.

"Hoje eu exerço um mandato estadual, então é claro que boa parte do nosso trabalho é dirigido para o Estado. Mas debates, conteúdos que viralizam, iniciativas que as pessoas veem em outro Estado e pensam 'queria ter isso aqui, tudo isso me surpreende e me deixa feliz."

O deputado atribuiu esse alcance à dinâmica das redes. "Acho que foi uma coisa orgânica mesmo, fruto do esforço de utilizar a rede social, e a rede é um pouco incontrolável, você pode ir pra longe ali", comentou. Segundo ele, o resultado não foi planejado:

"Se eu for candidato a deputado federal, vou ser votado no colégio eleitoral de São Paulo. Então, para mim, é muito surpreendente ver pessoas dizendo 'queria votar em você ou 'queria um Guilherme Cortez aqui no meu Estado, na minha cidade."

Candidatura ao Congresso

A saída de Guilherme Boulos do Congresso Nacional abriu espaço para novas lideranças no Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e ajudou a alimentar discussões sobre os próximos passos do parlamentar. Cortez reconheceu que há uma expectativa sobre sua possível candidatura a um cargo nacional, mas evitou confirmar.

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"Eu acho que o Psol também precisa passar por um processo de renovação. É saudável que tenha novos quadros, novos nomes, pessoas com características e formas de comunicação diferentes", afirmou. "As pessoas têm apontado no nosso nome, no nosso mandato, um potencial de ocupar um espaço em Brasília. E eu fico lisonjeado, estou refletindo a respeito disso."

Apesar de não cravar uma decisão, Cortez avaliou que sua prioridade é contribuir com o fortalecimento da esquerda, seja em São Paulo ou no plano nacional. "Eu quero contribuir onde eu possa ajudar mais a gente ampliar a bancada de esquerda", disse. "A bancada de esquerda na Alesp precisa crescer, porque hoje é 1/3. A gente não conseguiu barrar uma série de retrocessos do Tarcísio."

O parlamentar, entretanto, reconheceu que sua eventual presença no Congresso teria peso estratégico para o campo progressista e para o avanço de pautas de esquerda em nível nacional.

"A gente precisa muito ampliar a bancada de esquerda no Congresso, porque esse mandato do Lula evidenciou que não adianta ter um governo de esquerda se você tem uma maioria conservadora [no Congresso]. Eu considero, sim, ser candidato a deputado federal, porque eu acho que tem pautas importantes que a gente precisa debater em Brasília, em Brasília acontecem os grandes temas."

Ele também defendeu que a esquerda invista na renovação de suas lideranças e no diálogo com o público jovem, disputado pela extrema-direita por figuras como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

"A esquerda precisa renovar as suas representações para poder dialogar com esse outro público. E se, nesses diálogos, eu puder contribuir, considero sim ser candidato a deputado federal."

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