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Crime Organizado
Congresso em Foco
18/11/2025 | Atualizado 19/11/2025 às 11:59
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que não aceitará discussões partidárias sem responsabilidade no colegiado. A declaração aconteceu nesta terça-feira (18), após Eduardo Girão (Novo-CE) insinuar que o Executivo interfere na atuação da Polícia Federal.
Ao citar o uso de tornozeleira eletrônica do senador Marcos do Val (Podemos-ES) e notícia que monitoramento de 143 mil pessoas a mando do Supremo Tribunal Federal (STF), Girão questionou ao diretor-geral da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues, sobre as prioridades da polícia. "Será que o foco da Polícia Federal, em vez de estar no crime organizado, está numa perseguição política?"
Após pedir respeito, Contarato repudiou a ação:
"Eu não acho razoável, independente de partido político, você atribuir que a polícia A, B ou C não está agindo porque é do governo da oposição, ou do governo de um campo progressista. Me sinto ofendido, porque eu sou delegado de polícia com muito orgulho."
Contarato defendeu a imparcialidade da PF. "Tenho a plena convicção de que Polícia Federal faz a atuação observando os princípios que regem a administração pública: com legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência", afirmou.
O presidente da CPI também relembrou episódio em que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo anterior denunciou interferência na PF, em alusão a informações compartilhadas pelo senador Sérgio Moro (União-PR), após entregar a Pasta.
Nesta sessão, a CPI colheu o depoimento do diretor-geral da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues. Segundo Alessandro Vieira (MDB-SE), requerente das oitivas, a presença ofereceu conhecimento sobre o poder das facções no país, além de indicar como essas estruturas se articulam financeiramente.
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