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Acordo Avançado
Congresso em Foco
7/1/2026 14:00
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, declarou nesta terça-feira (6) que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia apresenta progressos significativos. A declaração foi feita durante o anúncio dos resultados da balança comercial brasileira de 2025.
"O próximo acordo, fruto de um longo trabalho, mais de duas décadas, é Mercosul-UE. Está bem encaminhado. Quero reiterar que nós estamos otimistas e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global que, no momento de guerras, de conflitos, de geopolítica instável, de protecionismo, será o maior acordo do mundo."
De acordo com o ministro, governo brasileiro mantém uma perspectiva favorável quanto à finalização das tratativas. A assinatura do acordo, inicialmente prevista para a cúpula do Mercosul em dezembro, foi postergada devido à divergência de opiniões entre os países europeus. A oposição mais expressiva veio de setores conservadores da Itália e, principalmente, de produtores rurais da França.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou recentemente que a França não apoiará o tratado sem a inclusão de novas salvaguardas para proteger os produtores rurais do país. Atualmente, a França se configura como o principal obstáculo ao acordo dentro da União Europeia.
Apesar dos desafios, a Comissão Europeia comunicou na segunda-feira (5) que as negociações avançaram, buscando viabilizar a aprovação do tratado. Contudo, ainda não há confirmação oficial da assinatura. Mesmo após a eventual assinatura, o acordo deverá cumprir diversas etapas formais.
No Brasil, o texto será submetido aos trâmites internos do Executivo e do Legislativo, incluindo análise e votação no Congresso Nacional. Na Europa, será necessário o aval do Conselho Europeu e do Parlamento Europeu, além da ratificação pelos parlamentos nacionais dos 27 países-membros da União Europeia.
Alckmin reiterou a importância estratégica do acordo em um contexto internacional marcado por conflitos, instabilidade geopolítica e protecionismo, durante entrevista após a divulgação dos dados da balança comercial de 2025. Segundo ele, o tratado Mercosul-UE tem potencial para se tornar o maior acordo comercial do mundo, fortalecendo o multilateralismo e o livre comércio.
O vice-presidente ressaltou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é priorizar o diálogo e a negociação. Além do acordo com a União Europeia, o governo busca avançar em novas parcerias em 2026, como o tratado entre Mercosul e Emirados Árabes Unidos e a ampliação de preferências tarifárias com Índia, México e Canadá.
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