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ECONOMIA
Congresso em Foco
19/1/2026 16:00
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elogiou nesta segunda-feira (19) a forma com que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reagiu à descoberta da fraude de emissão de títulos falsos pelo Banco Master, alvo de investigações da Polícia Federal. Segundo o ministro, Galípolo está "descascando o abacaxi" deixado pela gestão anterior, do presidente Roberto Campos Neto.
"Eu dizia que ele herdou um problema que só vai ser conhecido depois. Ele herdou um problema que é o Banco Master, todo ele constituído na gestão anterior. O Banco Master não aconteceu na gestão atual, o Galípolo descascou um abacaxi. E descascou o abacaxi com responsabilidade", disse Haddad ao Uol.
Além de elogiar a condução de Galípolo, Haddad defendeu a ampliação do papel regulatório do Banco Central sobre os fundos de investimento, hoje fiscalizados majoritariamente pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
"Eu apresentei uma proposta, que está sendo discutida no âmbito do Executivo, de ampliar o perímetro regulatório do BC. Tem muita coisa que deveria está no âmbito do Banco Central e que está no âmbito da na CVM. Na minha opinião, equivocadamente. O BC tem que ampliar o seu perímetro regulatório e passar a fiscalizar os fundos porque existe intersecção entre fundos e finanças", declarou.
Por outro lado, o ministro tornou a questionar a política de juros adotada pelo BC, estacionada em 15%. No seu entendimento, a atual taxa Selic é o principal motivo do endividamento da União. "Em dois anos, nós reduzimos em 70% o déficit primário. O problema da dívida tem a ver com o juro real, não tem a ver com o déficit, que está caindo", argumentou.
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