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ESTADOS UNIDOS

Trump completa um ano de governo; relembre as principais ações

Em um ano, Trump rompeu com a ordem econômica e política mundial, afastando os EUA de seus aliados históricos.

Congresso em Foco

20/1/2026 18:14

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, completa nesta terça-feira (20) seu primeiro ano de governo em seu novo mandato. Ao longo desses 12 meses, sua gestão resultou em mudanças profundas na política interna do país e no cenário internacional. As decisões do governo remodelaram a ordem econômica global e afetaram alianças consolidadas ao longo do século anterior.

Trump rompeu com padrões históricos da diplomacia americana, adotando um modelo econômico protecionista e promovendo o afastamento de aliados históricos na Europa. Também resgatou práticas abandonadas há décadas, intensificando a coerção sobre países da América Latina e defendendo a aquisição de novos territórios, mesmo contra a posição da comunidade internacional.

Internamente, o governo se aproxima de uma prova de fogo. A política de repressão violenta à imigração tem sido alvo de protestos em todo o país, às vésperas das eleições parlamentares de novembro.

Gestão de Trump foi marcada por protecionismo e quebra de antigas alianças.

Gestão de Trump foi marcada por protecionismo e quebra de antigas alianças. Gage Skidmore/Divulgação | Arte Congresso em Foco

Relembre as principais ações promovidas em um ano pelo governo Trump:

Afastamento da OTAN

Ainda antes de tomar posse, Trump expressou seu desejo de aquisição da Groenlândia, pertencente à Dinamarca, e exigiu do governo canadense que aceitasse se incorporar aos Estados Unidos, chegando a se referir ao então primeiro-ministro Justin Trudeau como "governador do Canadá". Em seguida, anunciou seu primeiro pacote de tarifas globais de importação, impondo taxas tanto aos vizinhos norte-americanos quanto à União Europeia.

O gesto abriu um ciclo de tensão com os países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), maior aliança militar do mundo, há décadas protagonizada pelos Estados Unidos. Hoje, o bloco enfrenta o risco de ruptura diante da pressão americana pelo controle da Groenlândia.

Tarifas globais

A imposição de tarifas de importação tornou-se marca registrada da política econômica de Trump neste novo mandato. Com a premissa de gerar receita e proteger produtores internos, Trump anunciou em abril seu primeiro pacote do chamado "tarifaço", atingindo parceiros comerciais do mundo inteiro.

A política tarifária forçou diversos países no mundo a renegociar seus acordos comerciais com os Estados Unidos, incluindo o Brasil, que foi o alvo das tarifas mais intensas, chegando à alíquota de 50%. Ao longo do segundo semestre, os dois países gradualmente se reaproximaram, pouco a pouco restabelecendo o fluxo comercial.

Jogo duplo na Ucrânia e Israel

Enquanto seu antecessor garantiu apoio incondicional à Ucrânia durante a guerra contra a Rússia e a Israel na guerra contra o Hamas, Trump preferiu uma política de jogo duplo que aprofundou seu afastamento em relação à OTAN.

Na Ucrânia, manteve o fornecimento de armas e suprimentos, mas buscou aproximação com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e cobrou de Volodymyr Zelensky maior submissão a interesses norte-americanos e maior disposição em abrir mão de territórios na elaboração do acordo de paz.

Em Israel, Trump assegurou apoio político ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ao mesmo tempo em que pressionou por negociações com o Hamas. Um cessar-fogo foi firmado em outubro, mas sua implementação permanece frágil.

Doge e fim do USAid

Logo ao tomar posse, Trump anunciou sua política de cortes na máquina pública, a ser executada pelo recém criado Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), ministério encarregado de eliminar cargos "desnecessários" do governo. A pasta ficou sob responsabilidade do empresário Elon Musk, homem mais rico do mundo.

O DOGE implementou demissões em massa em todos os setores governamentais dos Estados Unidos, eliminando mais de 26 mil cargos em menos de seis meses. O departamento também apoiou o fim do USAid, programa federal de ajuda humanitária a países parceiros.

A permanência de Musk no governo durou pouco. Em maio, Trump anunciou um plano orçamentário contrário à filosofia do DOGE, aumentando despesas em diversos setores. Além disso, Trump cortou os programas de apoio à indústria de veículos elétricos, atingindo negócios do empresário. Em novembro, o DOGE foi dissolvido.

Pressão no Irã e Venezuela

Como presidente, Trump retomou a política adotada em seu mandato anterior de acirramento nas relações com o Irã, em meio à troca de agressões entre a república islâmica e Israel. Em junho, determinou, juntamente com a Força Aérea Israelense, uma onda de bombardeios em diversas cidades iranianas, mirando instalações de pesquisa, armazenamento e enriquecimento de urânio.

Hoje, com a onda de protestos contra o governo iraniano, Trump apertou o cerco econômico, ameaçando um novo pacote de tarifas contra parceiros comerciais do Irã.

A mesma postura foi mantida nas relações com a Venezuela. Com a premissa de enfrentar o narcotráfico na região, Trump determinou em dezembro o bloqueio naval ao país exportador de petróleo. No dia 3 de janeiro deste ano, autorizou bombardeios em instalações militares venezuelanas e a prisão do então presidente Nicolás Maduro, agora em custódia em Nova York.

Repressão à imigração e protestos

Retomando a política de repressão à imigração ilegal, o governo Trump intensificou as operações do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), força alfandegaria americana responsável por localizar e deportar imigrantes em situação irregular. O ICE foi alvo de críticas diante da conduta violenta em suas ações, muitas vezes agindo sem ter certeza da irregularidade do alvo de abordagem.

As cidades-santuários e Estados governados pelo Partido Democrata se tornaram os principais locais de atrito entre moradores locais e agentes do ICE. No início do ano, uma mulher americana foi assassinada por um agente após desentendimento em Minneapolis, no Estado de Minnesota. Uma onda de protestos contra o governo Trump segue de pé desde então.

Epstein Files

Ao longo de sua campanha eleitoral, Trump se comprometeu a dar publicidade ao inquérito do caso Jeffrey Epstein, empresário ligado à elite americana que se suicidou em 2019 enquanto era investigado por manter uma rede de tráfico sexual em sua ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas, onde recebia políticos de alto escalão e celebridades.

Ao tomar posse, Trump relutou em autorizar a publicação. Trechos dos documentos conhecidos como "Epstein Files" são publicados em conta-gotas, provocando insatisfação tanto entre aliados quanto rivais de Trump, que cobram a versão completa. Ao mesmo tempo, jornais americanos apontam indícios de que Trump teria figurado como um dos clientes de Jeffrey Epstein.

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