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Vacinação
Congresso em Foco
22/1/2026 9:45
Nos últimos dias, o Ministério da Saúde tem recebido críticas sobre a não inclusão da vacina contra a herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em resposta, a pasta afirmou que a decisão se baseou no alto custo do produto e na oferta restrita de doses.
Segundo o ministério, a fabricante ofereceu 1,5 milhão de doses por ano. A quantidade permitiria disponibilização apenas para parte das pessoas com mais de 80 anos, enquanto a vacina é recomendada para maiores de 50 anos.
A inserção de novos medicamentos e insumos no sistema público de saúde é avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que rejeitou a proposta apresentada pela fabricante.
Essa análise considera critérios técnicos como segurança, eficácia, disponibilidade e custo-benefício para a população. Para a inclusão dessa vacina, o custo estimado para vacinar toda a população da faixa etária indicada seria de R$ 50 bilhões.
Em vídeo nas redes sociais na quarta-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reiterou que o objetivo da pasta é viabilizar a inclusão do imunizante na oferta do SUS. Segundo ele, a compra seguirá em negociação.
Na publicação, Padilha destacou que, além do custo elevado, a principal resistência para a compra é que o número de doses oferecido pela fabricante é insuficiente para a população com mais de 80 anos e se torna "insignificante" se comparado aos 60 milhões de brasileiros que estão dentro da faixa etária indicada.
Críticas
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou gastos com publicidade e o custo estimado pela fabricante para as doses da vacina. O parlamentar chamou a rejeição pelo preço de "absurda".
"Governo Lula descarta vacina contra herpes-zóster no SUS com a justificativa absurda de que o medicamento é muito caro."
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) também criticou o parecer da Conitec. Segundo a legenda, a decisão contradiz discursos do presidente Lula em que se diz defensor da vacinação e da ciência.
A sigla disse que a rejeição da compra do imunizante impacta milhões de idosos expostos ao vírus. "Vacina não pode ser bandeira ocasional. Precisa virar política pública", escreveu a legenda.
O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga também comentou a decisão. Ele disse ter sido consultado pelo ex-presidente Bolsonaro, de quem foi ministro, sobre a vacina e aconselhou que o ex-presidente tomasse a vacina.
Queiroga afirmou que a eficácia do imunizante é comprovada e vacinas no geral, em idosos, reduzem risco de demência. "Lula tomou essa vacina escondido? Vacinação é ciência. O resto é propaganda", questionou.
Herpes-zóster
Também conhecida como cobreiro ou fogo selvagem, a herpes-zóster é uma infecção viral causada por varicela-zóster (VVZ). A doença é causada pelo vírus da catapora, que permanece no organismo após a infecção inicial e pode ser reativado.
A infecção é mais comum em adultos e pessoas com sistema imunológico comprometido, como em idosos. Entre os principais sintomas estão lesões na pele, formigamento, febre, vermelhidão e dor.
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