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Saúde
Congresso em Foco
29/1/2026 | Atualizado às 13:13
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na quarta-feira (28), a regulamentação de todas as etapas de produção de cannabis para fins medicinais no Brasil. A aprovação ocorreu durante a 1ª Reunião Pública da Diretoria do Colegiado (Dicol) de 2026. A decisão atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de novembro de 2024, que reconheceu a legalidade da produção "para fins exclusivamente medicinais e/ou farmacêuticos atrelados à proteção do direito à saúde".
Segundo a agência, foram apresentadas três Resoluções da Diretoria Colegiada (RDC) voltadas à produção, à pesquisa e às associações de pacientes, todas restritas ao uso medicinal e alinhadas às regras sanitárias vigentes. Para o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, as normas reforçam o compromisso da Vigilância Sanitária de "dar respostas regulatórias responsáveis, baseadas em evidências, para que o paciente esteja no centro das decisões."
Abaixo, veja os principais pontos das normas aprovadas pela Anvisa e o que muda na prática.
Produção nacional (empresas)
A norma também prevê a possibilidade de suspensão imediata das atividades e destruição da produção caso sejam identificados padrões sem justificativa ou indícios de irregularidades. As exigências seguem parâmetros internacionais das Convenções da ONU e da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife).
Além disso, a resolução prevê controle permanente dos locais e a criação de um comitê com participação da Anvisa, do Ministério da Justiça, do Ministério da Saúde e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para reforçar a fiscalização e a segurança em todas as etapas.
Limite de THC no cultivo e na produção
Vias de uso
Ampliação do público atendido
Segurança e rastreabilidade
Pesquisa
As regras incluem inspeção prévia e exigem barreiras físicas e vigilância permanente, com monitoramento 24 horas. O texto também prevê controle de entrada e saída e acesso restrito.
Os produtos resultantes da pesquisa não poderão ser comercializados, mas poderão ser compartilhados com outras instituições também autorizadas pela Anvisa, para análises e atividades científicas.
No caso de pesquisas que utilizem cannabis com THC acima de 0,3%, a obtenção do material deverá ocorrer via importação, com autorização prévia da Anvisa e seguindo exigências internacionais.
Associações de pacientes
A agência fará um chamamento público com limite máximo de projetos selecionados por ciclo, a partir de critérios técnicos, com regras sobre volume de produção e número de pacientes atendidos.
A proposta também estabelece monitoramento, indicadores e exigências de controle de qualidade e rastreabilidade dos insumos e produtos até a dispensação aos pacientes.
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Produtos atuais
Atualmente, 49 produtos de cannabis estão regularizados e podem estar disponíveis em farmácias e drogarias. Esses produtos deverão avançar para etapas de estudos clínicos, com objetivo de sustentar uma futura adequação como medicamento.
Manipulação
A Anvisa reconheceu a viabilidade de manipulação do canabidiol (CBD), mas informou que o tema da manipulação deverá ser tratado em uma resolução específica, que ainda será discutida pela agência.
Temas
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