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Congresso em Foco
5/2/2026 15:27
A CPMI do INSS adiou nesta quinta-feira (5) a votação do requerimento de quebra de sigilo bancário do Banco Master dos últimos dez anos.
A decisão foi um consenso entre líderes da oposição e do governo, conforme declarou o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o adiamento foi concedido para que os parlamentares atualizem o período das informações solicitadas.
Por consenso, a votação do requerimento que pede informações à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre empresa de aviação de que o dono o Master é sócio-fundador também foi adiada.
Os requerimentos referentes ao Caso Master devem retornar à pauta em 26 de fevereiro, quando o dono da instituição, Daniel Vorcaro, prestará depoimento no colegiado.
A comissão também retirou de pauta a votação do pedido de prisão preventiva do ex-ministro do Trabalho e Previdência e ex-presidente do INSS José Carlos Oliveira.
Vorcaro
A convocação do dono do Master foi aprovada pela CPMI em 4 de dezembro de 2025, quando o colegiado também determinou a quebra de sigilo do empresário. O depoimento aconteceria na quarta-feira (3), mas foi adiado para o dia 26.
Poucos dias depois de decretada a quebra de sigilo bancário, o ministro do STF Dias Toffoli retirou o acesso da comissão aos dados e entregou à Presidência do Senado.
Também durante a sessão desta quinta-feira (5), o presidente da CPMI afirmou que se reuniu com Toffoli para tratar da retirada de documentos sigilosos das investigações sobre o Banco Master.
O ministro prometeu, segundo Viana, que devolverá os documentos assim que a Polícia Federal concluir a análise e incorporar os dados ao inquérito.
Vorcaro foi preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal com autorização do STF, em novembro de 2025.
As investigações apontam fraude financeira no Banco Master de cerca de R$ 12 bilhões. Hoje, o empresário está sendo monitorado com tornozeleira eletrônica, após decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) que revogou sua prisão preventiva.
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