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ELEIÇÕES NA PARAÍBA

Daniella diz que Veneziano usa irmão no TCU para "chantagear" governo

Senadora afirma que o colega usa o parentesco com o presidente do TCU para pressionar o Planalto a apoiá-lo na eleição para o governo da Paraíba.

Congresso em Foco

5/2/2026 | Atualizado às 18:18

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A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) acusou o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) de "chantagear" o governo Lula e o PT na Paraíba ao usar, de forma implícita, a posição ocupada pelo irmão, Vital do Rêgo Filho, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo ela, essa pressão é o principal fator por trás da demora do Palácio do Planalto em definir apoio na disputa pelo governo estadual em 2026.

"O que está segurando hoje essa decisão, eu não tenho dúvida alguma, é essa chantagem que o Veneziano usa", afirmou a senadora em entrevista ao Congresso em Foco. "Ele utiliza o fato de o irmão estar onde está para pressionar o governo."

As declarações foram feitas em meio à disputa pelo apoio do presidente Lula à sucessão do governador João Azevêdo (PSB).

"Todo mundo sabe, mas ninguém diz"

Daniella afirmou que decidiu tornar públicas acusações que, segundo ela, circulam há tempos nos bastidores políticos, mas raramente são ditas de forma aberta.

"É algo que todo mundo sabe, mas ninguém tem coragem de dizer. E eu digo", afirmou. "Isso se fala na Paraíba, se fala em Brasília, todo mundo sabe como isso funciona."

Segundo a senadora, a pressão não ocorre de forma explícita, mas se dá pela insinuação constante de poder e influência associadas ao cargo do irmão de Veneziano.

"Não estou dizendo que o irmão faz isso. Não estou acusando o presidente do TCU", ressaltou. "O que eu digo é que o Veneziano usa o fato de ter um irmão na presidência do Tribunal de Contas da União. Isso é implícito, mas é real."

Apoio do PT já existe, diz senadora

Para Daniella, não haveria razão política ou eleitoral para que o PT ainda não tenha oficializado apoio à chapa governista no estado. Ela destacou que o alinhamento com o governo Lula é antigo e consistente.

O vice-governador Lucas Ribeiro (PP), filho da senadora, é pré-candidato ao governo. Veneziano também se apresenta como postulante e espera contar com o respaldo do Planalto. Lucas é vice do atual governador, João Azevêdo (PSB), aliado de Lula e pré-candidato ao Senado. Os dois vão compor a mesma chapa em outubro.

"O PT da Paraíba já está conosco, o presidente Lula sabe disso. A gente trabalha junto, é aliado do governo federal", disse.

Ela citou o apoio público do deputado federal Luiz Couto (PT-PB), único representante do partido na bancada paraibana na Câmara, e de um vereador petista em João Pessoa. "O próprio PT da Paraíba tende a apoiar Lucas. Isso já está posto", afirmou. "Então, quando essa decisão fica sendo segurada, fica muito claro que não é uma dúvida política legítima."

A senadora também ressaltou que o atual governo estadual sempre manteve alinhamento com Lula, inclusive durante o período em que Jair Bolsonaro ocupava a Presidência.

"Desde o princípio, o governador João Azevêdo votou em Lula, esteve com Lula, trabalhou com Lula", afirmou. "Depois de tanto tempo sem conseguir convênios no governo Bolsonaro, hoje a Paraíba voltou a ter parceria com o governo federal. Não há motivo para ruptura."

"Não há por que mudar de lado"

Daniella reforçou que a chapa governista reúne nomes alinhados ao Planalto e que não há justificativa política para o PT apoiar uma alternativa adversária.

"Não há motivo algum para o PT não continuar nessa aliança", afirmou. "É a chapa que apoiou Lula, que votou em Lula, que esteve presente com o governo."

Ela citou ainda que a composição majoritária inclui Nabor Wanderley (Republicanos-PB), candidato ao Senado e pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

"Do outro lado, tem gente do PL, tem prefeito que não pediu voto para Lula. Como é que o presidente vai subir nesse palanque?", questionou, referindo-se .

Relato de episódio com ministra

Para sustentar a acusação de chantagem, Daniella relatou um episódio ocorrido quando presidia a Comissão Mista de Orçamento (CMO). Segundo ela, a visita de uma ministra à Paraíba quase foi cancelada após Veneziano tomar conhecimento da agenda.

"Eu olhei e disse: o Veneziano vai trabalhar para essa ministra não ir comigo à Paraíba", relatou. "E foi exatamente o que aconteceu. A ministra ligou pedindo para cancelar."

A senadora afirmou ter alertado integrantes do governo sobre a situação.

"Eu disse: se essa ministra não for, vou entender que vocês estão se quedando ao desejo de alguém que está usando essa outra situação", contou. Segundo ela, a agenda acabou sendo refeita, e a ministra compareceu ao evento. "Isso mostra como funciona. Nenhum senador, sozinho, tem esse poder. O que pesa é o que está por trás", afirmou.

"Governo não vai ceder"

Apesar das críticas, Daniella disse acreditar que o governo Lula não cederá à pressão. Ainda assim, sustentou que a estratégia de Veneziano produz efeitos políticos.

"Eu acredito que o governo não vai ceder. Mas que ele intimida, isso é fato", disse. "Ele usa isso para intimidar, e todo mundo sabe."

A senadora reiterou que não acusa o presidente do TCU de qualquer irregularidade.

"Se o irmão sabe, se participa, eu não sei. Não afirmo isso", frisou. "O que eu afirmo é que o Veneziano usa esse fato. Isso é uma realidade política."

Fora da disputa, mas no jogo

No fim do mandato, Daniella Ribeiro decidiu não disputar a reeleição ao Senado para se dedicar à campanha do filho ao governo estadual. Ela disse que a decisão foi tomada após ouvir prefeitos e lideranças locais.

"Eu fiz uma opção. Não é sobre apego a cargo. É sobre continuar o que está dando certo", afirmou.

Ela disse que seguirá atuando como aliada do governo Lula no Senado e em programas como o "Antes que Aconteça", implementado na Paraíba, voltado ao combate à violência contra a mulher.

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Veneziano Vital do Rêgo João Azevêdo Vital do Rêgo TCU governadores eleições Paraíba Daniella Ribeiro Lula

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