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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
9/2/2026 18:51
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (9) que o partido está disposto a conceder qualquer palanque ao vice-presidente Geraldo Alckmin nas eleições. Ele também declarou que a sigla continua interessada em lançar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em uma disputa majoritária em São Paulo, mas ressaltou que não haverá campanha sem o consentimento do próprio ministro.
"Alckmin é uma pessoa muito querida por todos nós. Eu, pessoalmente, sou admirador dele como pessoa e do trabalho que ele tem feito. Tenho dito que ele será candidato àquilo que quiser. Esse diálogo tem ocorrido com muita tranquilidade", afirmou Edinho Silva a jornalistas durante um almoço empresarial promovido pelo grupo Lide.
Apesar de Alckmin ter manifestado em diferentes ocasiões o interesse em permanecer na vice-presidência, sua continuidade na função não está assegurada pelo presidente Lula. Até o momento, a preferência do chefe do Executivo é que Alckmin e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disputem ao Senado por São Paulo, em uma chapa com ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato ao governo.
Hesitação de Haddad
Em relação a Haddad, Edinho Silva destacou que o ministro também não demonstra disposição imediata para participar das eleições. Haddad tem declarado que pretende se afastar temporariamente da política para retomar sua trajetória acadêmica.
Mesmo assim, o presidente do PT avalia que é possível superar a resistência do ministro a uma candidatura ao governo paulista. "Tudo isso precisa ser tratado com muito diálogo. Ninguém é candidato contra a própria vontade. Estamos conversando sobre o cenário político, sobre as responsabilidades à frente do Ministério da Fazenda e, naturalmente, sobre o interesse de Fernando Haddad em desempenhar um papel nas eleições de 2026", afirmou.
Laços com o MDB
Edinho Silva também defendeu a preservação da aliança entre PT e MDB durante o próximo pleito. O MDB ainda não definiu um nome para a disputa presidencial e chegou a ser mencionado, entre interlocutores, como uma possível opção para compor a chapa de Lula.
Apesar da aproximação entre as duas legendas, o dirigente petista reconheceu as dificuldades de unificar o MDB em torno de um único projeto nacional, em razão da diversidade interna do partido. "Sabemos da heterogeneidade política que o MDB tem, assim como outros partidos no Brasil. Vamos dialogar. Queremos o MDB conosco, respeitando suas posições, que muitas vezes são orientadas pela complexidade regional", concluiu.
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