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ELEIÇÕES 2026

Cassado, Witzel lança pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro

Cinco anos após impeachment, ex-governador pede nova chance, afirma ter sido alvo de "linchamento" e diz que pagou alto preço político.

Congresso em Foco

10/2/2026 | Atualizado às 9:34

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Cassado em 2021 sob acusações de corrupção na área da Saúde durante a pandemia de covid-19, o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (sem partido) anunciou que pretende disputar novamente o comando do Palácio Guanabara nas eleições de 2026. Em vídeo divulgado nesta segunda-feira, ele afirmou estar se preparando para retomar a vida pública e disse ter sido vítima do que classificou como o "maior linchamento público da história" do Estado.

"Fui afastado antes de qualquer condenação definitiva e sem nenhum direito de defesa", declarou. Segundo Witzel, apesar do processo "duro", sua atuação ocorreu "dentro da legalidade", sempre com confiança na Justiça.

Eleito governador em 2018 na esteira da onda de Jair Bolsonaro e do discurso anticorrupção, Witzel deixou o cargo em abril de 2021 após o Tribunal Especial Misto da Assembleia Legislativa do Rio confirmar, por unanimidade, seu impeachment. À época, o então vice-governador Cláudio Castro assumiu definitivamente o governo, posto que ocupa até hoje.

No vídeo, Witzel afirma que retorna ao cenário político "mais experiente e cauteloso", com maior compreensão sobre o funcionamento do poder no estado. "Em 2019, eu cheguei com a energia de quem queria mudar tudo rapidamente. Hoje trago a serenidade de quem sabe que mudanças duradouras exigem diálogo institucional, planejamento e blindagem técnica das decisões", afirmou. "Menos improviso, mais método; menos discurso, mais governança."

O ex-governador reconheceu que pagou um "preço político muito alto" antes do encerramento de todos os processos judiciais e disse que ainda há pontos a serem esclarecidos. "Aprendi que, na política, muitas vezes as percepções se impõem antes dos fatos", afirmou, acrescentando que não pretende desistir da vida pública.

Witzel disse que deve se filiar até 4 de abril a um partido de centro-direita. Em 2018, ele era filiado ao extinto Partido Social Cristão (PSC), legenda que também abrigou Jair Bolsonaro e que foi incorporada ao Podemos em 2023.

Centro-direita

Ao avaliar o cenário eleitoral de 2026, classificou a disputa como indefinida, mas apontou o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), como provável nome do campo da esquerda, em razão de sua aliança com o presidente Lula. "Pelo lado da direita, ainda não há definição. Eu garanto que serei candidato por um partido de centro-direita", afirmou.

Caso eleito, Witzel disse que pretende priorizar segurança pública, defesa da família e de valores cristãos, além de adotar uma política econômica que define como "desenvolvimentista". Entre as propostas, está a criação do Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (Banderj), que reuniria estruturas como a Codin-RJ, a AgeRio e a Cehab-RJ. Segundo ele, a ideia é utilizar recursos hoje subaproveitados para financiar projetos, especialmente na área de habitação em comunidades e regiões de risco.

Ao ser cassado, Witzel também foi declarado inelegível por cinco anos.

Antes de ingressar na política, Witzel atuou como juiz federal. Sua trajetória no Executivo fluminense, marcada por ascensão rápida e queda abrupta, agora dá lugar a uma tentativa de retorno ao centro do debate político estadual.

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governadores Wilson Witzel direita eduardo paes Rio de Janeiro eleições eleições 2026 corrupção impeachment

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