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Caso Master
Congresso em Foco
10/2/2026 9:52
O Banco de Brasília (BRB) informou ao mercado nesta segunda-feira (9) que o diretor jurídico da instituição, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo, apresentou pedido de renúncia ao cargo. De acordo com comunicado oficial, o desligamento deve se efetivar no sábado (14).
"O BRB reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade e a transparência, e manterá seus acionistas e o mercado informados, de forma tempestiva, sobre quaisquer atos ou fatos relevantes."
A instituição não divulgou as razões da saída nem indicou quem assumirá a diretoria jurídica. A mudança ocorreu em meio ao desgaste enfrentado pelo banco público após os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.
Veloso de Melo havia sido indicado para a diretoria jurídica em agosto de 2024, completando o mandato referente ao período 2022-2024, e tomou posse oficialmente em dezembro do mesmo ano. Antes disso, integrava a estrutura de governança do BRB como membro do Comitê de Auditoria. Ele possui especialização em Direito Tributário e já atuou no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, além de participar de comissões da OAB voltadas ao direito tributário e ao apoio a advogados iniciantes.
Também na segunda-feira, o BRB anunciou a posse de Ana Paula Teixeira como diretora executiva de Controles e Riscos (DICOR). A executiva construiu carreira no Banco do Brasil, onde ocupou, entre outras funções, a vice-presidência responsável por gestão de riscos, controles internos, segurança institucional e cibersegurança, além de passagens por cargos de liderança em outras instituições financeiras.
As alterações na direção do banco ocorrem enquanto a instituição enfrenta as consequências do episódio relacionado ao Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro e submetido à liquidação extrajudicial pelo Banco Central em novembro de 2025.
Desde o final de 2024, o BRB vinha adquirindo carteiras de crédito do Master em operações que somaram bilhões de reais. Investigações posteriores indicaram que parte desses ativos havia sido comprada pelo Master de outra instituição por valores inferiores à metade do montante posteriormente pago pelo BRB. As apurações também apontam que alguns desses créditos não teriam sido quitados pelo Master antes da revenda ao banco público.
Para enfrentar os efeitos da crise e assegurar a estabilidade financeira da instituição, o BRB apresentou na última sexta-feira (6) um plano de capitalização ao Banco Central. O documento prevê medidas para reforço patrimonial caso necessário, com definição dos valores finais condicionada ao término das investigações sobre o caso. Estimativas preliminares do Banco Central apontam que o aporte mínimo pode alcançar R$ 5 bilhões.
O plano foi entregue pessoalmente pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, durante reunião realizada na sede da autoridade monetária em Brasília. O encontro contou ainda com a participação do secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias. O governo distrital é o acionista controlador do BRB, detendo cerca de 72% do capital da instituição.
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