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JUDICIÁRIO

Justiça italiana nega pedido de Carla Zambelli para troca de juízes

Corte de Apelações manteve colegiado após defesa da ex-deputada alegar condução parcial.

Congresso em Foco

10/2/2026 18:04

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A Corte de Apelações de Roma, na Itália, negou o pedido apresentado pela defesa da ex-deputada Carla Zambelli para que fossem substituídos os juízes encarregados da análise de seu pedido de extradição ao Brasil. Com a decisão, o colegiado marcou uma nova audiência na quarta-feira (11) para continuar a análise de mérito.

O pedido de troca de magistrados foi apresentado em janeiro. A defesa de Zambelli havia alegado suposta imparcialidade diante de decisões anteriores, citadas como "hostis". A Corte havia solicitado informações sobre as condições de cumprimento da pena em solo brasileiro, gesto que, para seu advogado, Pieremilio Sammarco, indicava uma tendência pró-extradição.

Carla Zambelli está presa na Itália desde julho de 2025, e perdeu o mandato em dezembro.

Carla Zambelli está presa na Itália desde julho de 2025, e perdeu o mandato em dezembro.Pedro Ladeira/Folhapress

O julgamento já foi adiado quatro vezes. Se a audiência de quarta-feira resultar em uma decisão em favor de sua extradição, Zambelli terá 15 dias para recorrer à Corte de Cassação. No Brasil, ela deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina da Colmeia, no Distrito Federal.

Condenação

Carla Zambelli foi condenada no primeiro semestre de 2025 a 10 anos de prisão pelo STF por invadir os sistemas virtuais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela tentou inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão do ministro Alexandre de Moraes. O caso foi revelado pelo hacker Walter Delgatti, coautor do crime.

Cidadã italiana por casamento, Zambelli fugiu para a Itália após o trânsito em julgado para evitar o cumprimento da pena. O governo brasileiro acionou a Interpol, e a Justiça italiana decretou sua prisão em julho. Ela segue sob custódia na penitenciária feminina de Rebibbia até que seja decidida sua extradição.

A sentença de Zambelli incluía a cassação de seu mandato como parlamentar. O trecho foi submetido à votação em plenário na Câmara dos Deputados em dezembro, e não atingiu o mínimo de votos necessários para ser implementado. O STF determinou novamente sua cassação, e a deputada renunciou em seguida do cargo.

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