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CÓDIGO DE CONDUTA

Eleições 2026: entenda o que juízes podem e não podem fazer

Cármen Lúcia apresenta código de conduta para magistrados eleitorais. Regras vedam manifestações políticas e exigem transparência nas agendas.

Congresso em Foco

11/2/2026 | Atualizado às 10:09

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A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, apresentou as recomendações que vão orientar a conduta de magistrados da Justiça Eleitoral nas eleições gerais de 2026. Segundo ela, as diretrizes têm como objetivo uniformizar procedimentos e reforçar a credibilidade institucional da Justiça Eleitoral durante o período eleitoral.

As regras foram detalhadas em reunião administrativa com os presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs). Na semana passada, na abertura do ano judiciário eleitoral, a ministra já havia anunciado que apresentaria os "parâmetros de comportamento adequado aos valores constitucionais".

Cármen Lúcia defendeu rigor no cumprimento dos deveres éticos ao apresentar código de conduta a magistrados eleitorais.

Cármen Lúcia defendeu rigor no cumprimento dos deveres éticos ao apresentar código de conduta a magistrados eleitorais.Luiz Roberto/Agência TSE

De acordo com Cármen Lúcia, as recomendações fortalecem a ética, a transparência e a imparcialidade dos magistrados. A iniciativa ocorre em paralelo à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, de designá-la relatora do Código de Conduta do STF, proposta que enfrenta resistência interna na Corte.

Regras reforçam transparência e vedam manifestações políticas

Entre os principais pontos estão a proibição de manifestações políticas, inclusive em redes sociais, a vedação ao recebimento de presentes e favores, a necessidade de divulgação prévia de agendas com partidos e candidatos e o afastamento de eventos que possam gerar conflito de interesses.

Segundo a presidente do TSE, a adoção das diretrizes busca garantir ao eleitorado "informação segura e baseada em fatos", além de evitar dúvidas quanto à imparcialidade das decisões judiciais.

Confira a lista completa das recomendações

  • Garantir a publicidade das audiências com partes e advogados, candidatas ou candidatos e partidos políticos, divulgando previamente as agendas de sua realização, ocorram elas dentro ou fora do ambiente institucional.
  • Manter postura comedida em intervenções e manifestações públicas ou privadas, inclusive em agendas profissionais ou pessoais, sobre temas relacionados ao processo eleitoral, estejam ou não submetidos à sua jurisdição.
  • Evitar o comparecimento a eventos públicos ou privados que, durante o ano eleitoral, promovam confraternização com candidatas ou candidatos, seus representantes ou pessoas direta ou indiretamente interessadas na campanha, em razão do potencial conflito de interesses.
  • Abster-se de manifestações políticas, em qualquer meio, inclusive mídias digitais e redes sociais, sobre escolhas políticas pessoais, de modo a não gerar dúvidas quanto à imparcialidade das decisões judiciais.
  • Não receber ofertas, presentes ou favores que possam colocar em dúvida a imparcialidade da magistrada ou do magistrado no exercício da jurisdição.
  • Evitar sinalizações favoráveis ou contrárias a candidatas ou candidatos, partidos políticos ou ideologias, sob pena de suscitar ilações de favorecimento ou perseguição em julgamentos.
  • Manter-se afastado de processos nos quais escritórios de advocacia dos quais faça parte estejam representando interesses, preservando a ética e a independência da função judicante.
  • Não assumir compromissos com atividades não judiciais que prejudiquem o cumprimento dos deveres funcionais, considerando que a função judicante é pessoal, intransferível e insubstituível.
  • Assegurar que apenas a autoridade competente torne públicos atos judiciais e administrativos, evitando divulgações precipitadas ou inadequadas sobre o processo eleitoral.
  • Reafirmar a transparência como princípio republicano essencial, garantindo ampla publicidade dos atos da Justiça Eleitoral e assegurando ao eleitor e à eleitora o direito à informação segura e baseada em fatos.

Ao apresentar as orientações, Cármen Lúcia defendeu rigor no cumprimento dos deveres éticos e reforçou que a confiança pública na Justiça Eleitoral depende da postura de seus integrantes, especialmente em períodos de disputa política acirrada.Cármen Lúcia defendeu rigor no cumprimento dos deveres éticos.

Cármen Lúcia defendeu rigor no cumprimento dos deveres éticos.Luiz Roberto/Agência TSE

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juízes eleitorais cármen lúcia eleições 2026 TSE eleições

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