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Famílias políticas

Da assistência social às urnas: primeiras-damas miram eleições de 2026

Atuação em projetos sociais e exposição pública impulsionam candidaturas ligadas a famílias políticas.

Congresso em Foco

9/3/2026 7:00

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Muitas primeiras-damas, embora não ocupem formalmente cargos públicos, costumam assumir funções estratégicas nas gestões de seus maridos, especialmente em áreas ligadas à assistência social, infância, família e políticas de cuidado. Essa atuação, frequentemente associada a programas sociais e iniciativas de grande visibilidade pública, acaba funcionando também como instrumento de construção de capital político e projeção eleitoral.

Assim como ocorre com filhos de políticos, esposas de lideranças partidárias e chefes do Executivo têm transformado o capital eleitoral familiar em trampolim para a vida pública. Muitas constroem suas candidaturas a partir da visibilidade conquistada como primeiras-damas, da presença em agendas institucionais e da participação em projetos sociais que ampliam sua exposição junto ao eleitorado.

Em 2026, figuras conhecidas do eleitorado nacional e regional despontam como potenciais candidatas ao Congresso Nacional. Ainda que nem todas tenham oficializado a disputa, seus nomes já circulam com força nos bastidores de Brasília e nas bases eleitorais.

Gracinha Caiado, Michelle Bolsonaro, Marina Candia e outras primeiras-damas despontam como nomes para o Congresso.

Gracinha Caiado, Michelle Bolsonaro, Marina Candia e outras primeiras-damas despontam como nomes para o Congresso. PL/Flickr/Reprodução

Michelle Bolsonaro

Ex-primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro é a principal aposta do PL para o Senado no Distrito Federal. Seu nome ganhou projeção ainda durante o governo de Jair Bolsonaro, especialmente após assumir papel ativo em eventos e discursos, dialogando com o eleitorado feminino e evangélico.

A força política de Michelle se ampliou após a condenação e prisão do ex-presidente, movimento que a consolidou como uma das principais herdeiras do espólio eleitoral bolsonarista. Em julho do ano passado, ela transferiu o domicílio eleitoral para o Distrito Federal, gesto interpretado como sinalização clara de candidatura na capital federal.

No final de fevereiro, Bolsonaro confirmou a interlocutores os nomes de Michelle e da deputada Bia Kicis (PL-DF) para a disputa ao Senado pelo DF.

Gracinha Caiado

Em Goiás, a primeira-dama Gracinha Caiado desponta como nome praticamente consolidado na corrida ao Senado. Esposa do governador Ronaldo Caiado, ela assumiu no mês a presidência do União Brasil no Estado, após a saída do marido para o PSD, legenda pela qual pretende disputar a Presidência da República.

A atuação de Gracinha em políticas públicas estaduais tem sido usada como vitrine eleitoral. Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, realizada em dezembro, aponta a primeira-dama com 36,1% das intenções de voto, à frente de nomes como Gustavo Gayer (21,1%) e Vanderlan Cardoso (19,7%).

Marina Candia

Em Alagoas, a primeira-dama de Maceió, Marina Candia, é cotada para disputar o Senado. Esposa do prefeito João Henrique Caldas, conhecido como JHC, ela ainda não confirmou a candidatura, mas já intensificou compromissos no interior do Estado.

Levantamento do instituto Paraná Pesquisas a posiciona atrás de dois nomes de peso da política alagoana, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o deputado Arthur Lira (PP-AL), embora em faixa considerada competitiva.

Natural do Mato Grosso, Marina consolidou presença no meio digital e reúne cerca de 460 mil seguidores no Instagram, onde ganhou destaque durante a campanha de reeleição do marido. Recentemente, passou a adotar o nome Marina JHC no perfil, reforçando a associação política. Nas redes, alterna a divulgação de ações voltadas à infância e à saúde com conteúdos de caráter mais pessoal, estratégia recorrente na construção de imagem pública eleitoral.

Regina Nunes

Em São Paulo, Regina Nunes, mulher do prefeito Ricardo Nunes, filiou-se ao MDB após flertar com o PL. Ela ainda não definiu se disputará vaga de deputada estadual ou federal, mas tem intensificado a presença nas redes sociais.

Desde outubro, Regina publica quase que diariamente conteúdos ligados à causa animal, participando de eventos de adoção e defendendo políticas de acolhimento. Em suas redes, adota o lema: "Os animais não falam, eu sou a voz deles".

Virginia Mendes

No Centro-Oeste, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, também é apontada como provável candidata à Câmara dos Deputados pelo União Brasil. Esposa do governador Mauro Mendes, ela tem como principal vitrine a atuação em programas sociais estaduais.

Com forte presença nas redes, onde soma cerca de 278 mil seguidores, Virginia combina divulgação de ações institucionais com conteúdo pessoal, inclusive em uma série de vídeos intitulada "Curiosidades da Virgínia", voltada à aproximação com o público.

Sandra Cavalcante

No Ceará, a pré-candidatura de Sandra Cavalcante à Câmara dos Deputados foi confirmada pelo marido, o prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra.

Conhecida como Sandrinha, ela atua como chefe de gabinete da prefeitura e é figura presente na gestão municipal, participando diretamente da articulação administrativa e política do governo local. Segundo o prefeito, a decisão de lançá-la candidata surgiu do próprio grupo político, que avalia que seu nome já reúne capital político suficiente para a disputa.

Natália Boulos

Embora não ocupe o posto de primeira-dama, Natália Boulos também integra o grupo de esposas que se articulam para a próxima disputa eleitoral. Casada com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ela anunciou em dezembro sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados.

Secretária de Organização do Psol e liderança histórica do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Natália, que anteriormente assinava Szermeta, passou a adotar o sobrenome do marido, em uma estratégia para ampliar o reconhecimento eleitoral.

O partido aposta em sua candidatura para manter desempenho competitivo mesmo sem Boulos na disputa.

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eleições 2026 primeira-dama Candidatura Michelle Bolsonaro

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