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Macapá
Congresso em Foco
6/3/2026 8:06
O prefeito de Macapá, Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan (PSD), apresentou nesta quinta-feira (5) sua renúncia ao cargo, um dia após ter sido afastado da função por decisão judicial em meio a investigações sobre supostas irregularidades em contratos públicos. O pedido foi encaminhado por meio de ofício à Câmara Municipal de Macapá e comunicado durante sessão ordinária do Legislativo municipal.
No documento enviado aos vereadores, Furlan não mencionou a investigação em curso e afirmou que a saída da prefeitura está relacionada ao projeto de disputar o governo do estado nas eleições de 2026.
"Minha decisão está pautada num anseio público, que vem sendo materializado em inúmeras pesquisas de intenção de voto, que anseiam minha candidatura ao cargo de governador do Estado do Amapá, no pleito de 2026, sendo exigência legal meu afastamento do cargo", escreveu.
A renúncia foi formalizada durante a 4ª reunião ordinária da Câmara Municipal, quando foi lido o Ofício nº 001/26, no qual o então prefeito oficializou a decisão de deixar o cargo. A sessão também marcou mudanças na estrutura administrativa do Legislativo local.
Durante a mesma sessão em que a renúncia foi lida, a vereadora Margleide Alfaia (PDT) assumiu a presidência da Câmara Municipal. A mudança ocorreu após o vereador Pedro DaLua (União) assumir interinamente funções no Executivo municipal em razão da decisão judicial que afastou prefeito e vice.
Ao assumir o comando do Legislativo, Margleide destacou que a Câmara continuará exercendo suas funções institucionais. "Garantiremos o funcionamento pleno do Legislativo, a fiscalização rigorosa do Executivo municipal e a busca dos interesses da população", afirmou.
Mesmo diante da crise política e administrativa, os vereadores mantiveram a agenda de votações do dia. Foram aprovados dois projetos encaminhados pelo Executivo municipal, entre eles uma proposta que altera regras de licenciamento e fiscalização de atividades econômicas no município e o plano plurianual da cidade para o período de 2026 a 2029.
No cenário político estadual, Furlan aparece como possível adversário do atual governador Clécio Luís (União), que deverá disputar a reeleição e conta com o apoio do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).
A saída de Furlan ocorreu após operação da Polícia Federal deflagrada na quarta-feira (4), que investiga suspeitas de fraude em licitações e possível desvio de recursos oriundos de emendas parlamentares. A medida de afastamento do prefeito e do vice-prefeito, Mario Neto (Podemos), foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do STF, inicialmente pelo prazo de 60 dias.
Na decisão, Dino também autorizou mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao prefeito e outras 12 pessoas físicas e jurídicas, além da quebra de sigilos bancário e fiscal. A investigação da Polícia Federal apura a contratação da empresa Santa Rita Engenharia para obras no Hospital Municipal de Macapá. Segundo os investigadores, há indíficios de que uma organização criminosa teria atuado dentro da Secretaria Municipal de Saúde para viabilizar o contrato.
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