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Justiça

PF manda Eduardo se defender por abandonar cargo: "lugar incerto"

Ex-deputado foi citado por edital após ser considerado em "lugar incerto" e tem 15 dias para apresentar defesa em processo que pode levar à demissão da corporação.

Congresso em Foco

16/3/2026 13:51

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A Polícia Federal citou formalmente o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nesta segunda-feira (16) em processo administrativo que investiga abandono do cargo de escrivão na delegacia da corporação em Angra dos Reis (RJ).

Publicada no Diário Oficial da União (DOU), a decisão da delegada Karen Cristina Dunder destaca que Eduardo está em "lugar incerto e não sabido". Com a citação formal, o ex-deputado tem prazo de 15 dias para apresentar defesa à comissão responsável pelo processo administrativo.

Trecho do edital publicado no Diário Oficial da União (DOU).

Trecho do edital publicado no Diário Oficial da União (DOU).Reprodução

Na Câmara, o ex-deputado esgotou o número regimental de faltas permitido em sua expedição aos Estados Unidos, onde está desde fevereiro do ano passado. A cassação foi determinada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em 18 de dezembro de 2025.

Eduardo Bolsonaro é investigado por faltas injustificadas. Como deputado federal, ele estava afastado do cargo mas, uma vez que teve o mandato parlamentar cassado, Eduardo deveria ter retornado à PF.

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Em 27 de janeiro deste ano, Eduardo Bolsonaro se tornou alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar faltas injustificadas. O processo apura sua ausência injustificada e intencional há mais de 30 dias desde que perdeu a prerrogativa parlamentar.

No curso do processo, que pode levar à demissão do servidor, ele foi afastado pelo corregedor regional da PF no Rio de Janeiro, que solicitou que o escrivão entregasse a carteira funcional e a arma de fogo.

Expedição nos EUA

Eduardo Bolsonaro foi para os Estados Unidos no início de 2025 e, em 18 de março de 2025, anunciou que pediria licença do mandato para permanecer no país, sob alegação de perseguição política no Brasil.

Esse movimento gerou ação no STF, que investiga coação no curso do processo que condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo teria articulado sanções contra autoridades brasileiras a fim de impedir a condenação de Bolsonaro.

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estados unidos Eduardo Bolsonaro Polícia Federal

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