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Performance
Congresso em Foco
26/3/2026 | Atualizado às 10:35
O vereador de São Paulo Adrilles Jorge fez um discurso perfomático na tribuna ao criticar o projeto aprovado pelo Senado que trata da criminalização da misoginia. Durante a fala, ele utilizou peruca e batom para sustentar o argumento de que a proposta, segundo ele, não define claramente o que é uma mulher e abriria margem para interpretações amplas.
Ao se dirigir à presidência e a políticos da bancada feminista, Adrilles afirmou que o projeto pode limitar críticas e debates envolvendo mulheres.
Performance no plenário
Durante o discurso, o parlamentar adotou uma performance ao afirmar que poderia se identificar como mulher em razão da ausência de definição clara no texto. Em determinado momento, passou a referir a si mesmo como "Geórgia".
"Eu posso, em qualquer momento, me colocar como uma mulher para debater de igual para igual", afirmou.
A encenação foi utilizada como crítica ao que chamou de imprecisão do projeto e ao reconhecimento de identidade de gênero em debates recentes.
O vereador classificou a proposta como "esdrúxula" e afirmou que ela equipararia críticas a mulheres a crimes mais graves, como racismo. Segundo ele, a medida poderia gerar insegurança jurídica e afetar relações profissionais e sociais.
Adrilles também associou o aumento de feminicídios a políticas que, em sua avaliação, facilitariam a soltura de criminosos, citando instrumentos como progressão de pena, saidinhas e audiências de custódia.
Repercussão
A manifestação ocorreu após a aprovação do projeto no Senado e deve ampliar a controvérsia em torno do tema.
Defensores da proposta afirmam que ela busca combater a violência e o discurso de ódio contra mulheres. Já críticos sustentam que o texto pode afetar a liberdade de expressão.
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