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Conselho de Ética
Congresso em Foco
31/3/2026 | Atualizado às 13:14
O partido Novo acionou o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), após um episódio de confronto verbal durante reunião da CPMI do INSS.
A legenda acusa o parlamentar petista de quebra de decoro por ter chamado o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) de "estuprador" no decorrer da sessão realizada na última quinta-feira (27), quando o colegiado discutia a leitura do relatório da comissão.
Segundo a representação, a ofensa ocorreu em meio ao tumulto no plenário da CPMI. Apesar de o microfone de Lindbergh estar desligado no momento, a fala acabou captada pela transmissão oficial e também foi registrada nas notas taquigráficas da comissão.
No pedido encaminhado ao Conselho de Ética, o Novo sustenta que a acusação foi feita sem qualquer apresentação de provas e argumenta que a pessoa mencionada como suposta vítima negou publicamente a existência de qualquer episódio envolvendo o parlamentar alagoano.
Líder do partido na Câmara, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que divergências políticas não podem servir de justificativa para imputação de crimes sem evidências dentro do Parlamento.
"A divergência política é legítima, mas a difamação não pode ser normalizada dentro do Congresso. Imputar um crime gravíssimo a outro parlamentar sem qualquer evidência não pode ser tratado como retórica política. É um fato grave que precisa ser punido pelo Conselho de Ética, que é o foro adequado para tratar de situações como a ocorrida".
A sigla pede a abertura de processo disciplinar contra Lindbergh e a aplicação das sanções previstas no Código de Ética da Câmara. Entre as punições possíveis estão advertência, suspensão temporária do mandato e, em casos mais graves, a perda do cargo parlamentar.
O caso deve agora ser analisado pela Mesa Diretora e, posteriormente, pelo Conselho de Ética, responsável por avaliar eventuais violações de decoro por deputados federais.
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