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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
6/4/2026 7:00
Nesta segunda-feira (5), o Congresso Nacional retoma suas atividades fora da janela partidária, período em que deputados podem transitar livremente entre legendas. Com o encerramento dessa fase, o calendário eleitoral avança com uma definição mais clara sobre a vinculação dos parlamentares a cada grupo político, seja para a construção de projetos nacionais, seja para coligações em seus respectivos Estados.
Também se encerrou no último fim de semana o prazo de desincompatibilização para membros do Executivo, que precisam deixar seus cargos para concorrer a funções diferentes daquelas que ocupam.
Além de permitir a identificação de cada parlamentar com seus grupos políticos, o período pós-janela eleitoral oferece uma visão mais precisa da força de cada sigla nos meses seguintes, abrindo caminho para o aprofundamento dos debates sobre o papel de cada uma na construção de alianças e chapas para as candidaturas majoritárias, como governos estaduais, Senado e Presidência da República.
Exemplos de mudanças partidárias que ajudam a indicar a formação dessas alianças incluem a migração do senador Sergio Moro (PR) para o PL, passando a integrar formalmente o grupo político de Flávio Bolsonaro; de Rodrigo Pacheco (MG) para o PSB, aproximando-se do campo do presidente Lula; e do deputado Otoni de Paula (RJ) para o PSD, onde passa a dividir espaço com Ronaldo Caiado na disputa ao Planalto e com Eduardo Paes ao governo do Rio de Janeiro.
A reorganização partidária também influencia diretamente o equilíbrio de poder na Câmara dos Deputados. A redistribuição de forças entre as bancadas impacta a ocupação de espaços de poder e altera a capacidade de articulação do governo e da oposição nas votações.
Esse impacto ficou evidente no caso do União Brasil. A sigla era a terceira maior da Casa antes da janela partidária, mas perdeu mais de uma dezena de deputados ao longo do processo e passou a ter tamanho semelhante ao de partidos como PP e PSD. No sentido oposto, o PL, que já era o maior partido da Câmara, ampliou ainda mais sua bancada e ultrapassou a marca de uma centena de deputados.
O Podemos também obteve um ganho significativo de bancada: antes a sigla contava com 15 deputados, e agora possui 27, ultrapassando partidos antigos como PSB, PSDB e PDT.
Com maior clareza sobre o alinhamento de seus parlamentares, os partidos têm até o início de agosto para formalizar suas coligações e definir suas nominatas. O período também serve para que pré-candidatos ainda indecisos definam em qual cargo irão concorrer, consolidando o desenho das disputas eleitorais nos Estados e no plano nacional.
Confira as próximas etapas do calendário eleitoral:
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