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DE OLHO EM OUTUBRO
Congresso em Foco
6/4/2026 | Atualizado às 8:46
A desincompatibilização para as eleições deste ano provocou uma mudança imediata no comando de 11 Estados e 10 capitais brasileiras. O prazo para deixar o cargo terminou no sábado (4), seis meses antes do primeiro turno, como determina a legislação para ocupantes de funções no Executivo que queiram disputar postos diferentes.
As mudanças nos governos estaduais não representam apenas uma exigência formal da lei eleitoral. Na prática, elas alteram o peso das legendas na máquina administrativa, reposicionam aliados regionais e entregam visibilidade a vice-governadores que podem entrar na disputa já no exercício do cargo.
Entre os governadores que renunciaram estão dois presidenciáveis: Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), em Goiás. Os demais, em sua maioria, devem disputar vagas no Senado, que renovará 54 das 81 cadeiras em 2026.
De saída
Deixaram os cargos Gladson Cameli (PP), no Acre; Wilson Lima (União), no Amazonas; Ibaneis Rocha (MDB), no Distrito Federal; Renato Casagrande (PSB), no Espírito Santo; Ronaldo Caiado (PSD), em Goiás; Mauro Mendes (União), em Mato Grosso; Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais; Helder Barbalho (MDB), no Pará; João Azevêdo (PSB), na Paraíba; Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro; e Antonio Denarium (Republicanos), em Roraima.
Na maior parte dos casos, os vices assumem o comando dos Estados e passam a ocupar posição estratégica na sucessão local. O cenário mais delicado é o do Rio de Janeiro. Sem vice-governador, o Estado terá de escolher um ocupante tampão para o cargo até o fim do mandato. O formato dessa escolha ainda depende de decisão do Supremo Tribunal Federal, que definirá se a eleição será direta ou indireta.
Entre os novos governadores, já anunciaram pré-candidatura Celina Leão (PP-DF), Ricardo Ferraço (MDB-ES), Daniel Vilela (MDB-GO), Mateus Simões (PSD-MG), Otaviano Pivetta (Republicanos-MT), Hana Ghassan (MDB-PA), Lucas Ribeiro (PP-PB) e Edilson Damião (Republicanos-RR).
A saída do cargo, porém, não assegura presença na urna. A renúncia é apenas uma etapa legal para viabilizar a candidatura. A oficialização depende das convenções partidárias e do registro no Tribunal Superior Eleitoral, previstos para agosto.
Prefeitos de capitais
Além das mudanças dos governadores, 10 prefeitos de capitais também deixaram seus mandatos para tentar o governo de seus respectivos Estados. Estão nessa lista Eduardo Paes (PSD), no Rio de Janeiro; Lorenzo Pazolini (Republicanos), em Vitória; João Campos (PSB), no Recife; Eduardo Braide (PSD), em São Luís; Cícero Lucena (MDB), em João Pessoa; David Almeida (Avante), em Manaus; Dr. Furlan (PSD), em Macapá; Tião Bocalom (PSDB), em Rio Branco; Arthur Henrique (PL), em Boa Vista; e João Henrique Caldas, o JHC, hoje no PSDB, em Maceió.
Reeleição
A legislação não obriga governadores candidatos à reeleição a deixar o cargo. Por isso, nomes como Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul; Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina; Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo; e Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe permanecem à frente dos governos durante a campanha. A mesma regra vale para o presidente Lula caso confirme a tentativa de reeleição.
Sem eleição
Há ainda governadores que optaram por cumprir o mandato até o fim sem entrar na disputa. É o caso de Paulo Dantas (MDB), em Alagoas; Carlos Brandão (sem partido), no Maranhão; Ratinho Junior (PSD), no Paraná; Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte; Eduardo Leite (PSD), no Rio Grande do Sul; Marcos Rocha (PSD), em Rondônia; e Wanderlei Barbosa (Republicanos), no Tocantins.
Em alguns Estados, essa permanência decorreu menos de desinteresse eleitoral e mais de obstáculos políticos. Fátima Bezerra articulava disputar o Senado, mas recuou depois que o vice, Walter Alves, se recusou a assumir o governo. Eduardo Leite, por sua vez, trabalhava para viabilizar uma candidatura presidencial, mas foi derrotado por Ronaldo Caiado na disputa interna do PSD.
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