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Congresso em Foco
13/4/2026 | Atualizado às 19:34
Durante sua sabatina na Comissão de Finanças e Tributação para a vaga da Câmara dos Deputados no Tribunal de Contas da União (TCU), o deputado Elmar Nascimento (União-BA), candidato à Corte, reforçou sua postura em defesa da autonomia do Parlamento. Ele revelou ter preferido voto contrário à cassação dos ex-deputado Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem em dezembro de 2025.
"Nós estamos aceitando muito os outros poderes virem para cima da gente. Enquanto membro da mesa diretora, eu me recusei e votei contra, junto com o deputado Altineu Côrtes (PL-RJ) e o deputado Sérgio Souza (MDB-PR), a cassação do mandato do deputado Eduardo Bolsonaro e a cassação do mandato do deputado Alexandre Ramagem", afirmou.
Confira sua fala:
Segundo Elmar, Eduardo e Ramagem foram deputados que "contribuíram muito para o nosso país, de excelente qualidade, e que estavam coagidos a estar aqui presentes". A permanência de ambos nos Estados Unidos, no entendimento do congressista, "não era por falta de vontade deles, que eles não estavam aqui exercendo mistério, mas foram impelidos a ter que sair do nosso país".
Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro foram cassados em dezembro de 2025. O primeiro, por condenação penal no STF, decorrente da ação penal do golpe. O segundo, por abandono de cargo, tendo permanecido nos Estados Unidos desde fevereiro daquele ano. Ramagem, por sua vez, está em solo norte-americano desde setembro, e foi preso nesta segunda-feira (13) em ação do Immigration and Customs Enforcement (ICE), polícia alfandegária local.
Elmar Nascimento também declarou que, se eleito ao TCU, dará maior valor ao princípio da presunção de inocência em futuros processos. "O que menos eu estarei focado é em punir alguém, a gente tem que prevenir. (...) O Ministério Público de Contas é que vai ter que provar que o gestor errou e teve dolo para que ele seja punido, porque as consequências são muito graves, seja na esfera administrativa, seja na esfera penal, seja na esfera eleitoral".
Disputa ao TCU
Concorrem os deputados Danilo Forte (PP-CE), indicado pelo PSDB; Hugo Leal (PSD-RJ); indicado pelo PSD, Elmar Nascimento; indicado pelo União Brasil; Gilson Daniel (Pode-ES), indicado pelo Podemos; Odair Cunha (PT-MG), indicado por PT, MDB, Republicanos, PP, Solidariedade, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB, PRD, PV e PSol; Soraya Santos (PL-RJ), indicada pelo PL e Adriana Ventura (Novo-SP), indicada pelo Novo.
A sucessão no tribunal mobiliza os bastidores da Casa porque envolve um dos cargos mais estratégicos do sistema político. Cabe ao TCU auxiliar o Congresso no controle externo da administração pública federal, fiscalizando contratos, licitações, obras, convênios, aposentadorias, renúncias fiscais e a aplicação de recursos da União.
A sabatina na Comissão de Finanças e Tributação busca avaliar se os candidatos estão tecnicamente aptos ao cargo, devendo o colegiado verificar a adequação do currículo de cada um às exigências legais. Os nomes aprovados poderão concorrer à eleição no Plenário.
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