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Congresso em Foco
24/4/2026 18:26
Durante cerimônia alusiva ao aniversário de 66 anos de Brasília, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a bancada do Distrito Federal atua para enfrentar os recentes escândalos de corrupção que atingem a cidade. Sem citar nomes, a congressista assegurou que "a cadeia espera" os corruptos da capital.
"Quero terminar aqui mandando um recado para os corruptos de Brasília: os três senadores dessa casa não se curvam, não negociam e vão encontrar as respostas. E se preparem: se precisar de cadeia, a cadeia espera todos vocês. Que Deus abençoe Brasília", disse.
Veja sua fala:
O discurso ocorre em meio a entraves no grupo de trabalho que acompanha as investigações envolvendo o Banco Master, do qual Damares faz parte. A parlamentar recebeu resposta negativa da Mesa Diretora do Senado ao solicitar acesso a dados sigilosos da instituição financeira que estão sob guarda da presidência da Casa, e agora articula para levar o pedido ao Plenário.
O caso Master preocupa a população brasiliense diante do impacto direto nas contas do BRB, que se preparava para adquirir o banco controlado por Daniel Vorcaro. A operação deixou um prejuízo de R$ 12 bilhões ao banco estatal.
"Nesse exato momento, estamos vivendo uma das mais terríveis crises que Brasília já foi mergulhada, que requer de nós acordar de manhã e ter a disposição de encontrar as respostas que vocês estão procurando e que nós também estamos procurando. (...) Não nos curvamos, não nos intimidamos e vamos continuar buscando resposta para essa terrível crise", garantiu.
Recado eleitoral
Damares também sinalizou apoio aos colegas de bancada Izalci Lucas (PL-DF) e Leila Barros (PDT-DF), e defendeu a permanência da pedetista no Senado a partir de 2027.
"Queria muito que Leila estivesse sentada nessa cadeira no próximo ano, do meu lado. Eu ainda vou ficar uns cinco anos aqui, Leila. E eu queria muito continuar ainda dividindo essa mesa com você. (...) Que honra, Leila, ser sua parceira. E eu vou ficar torcendo muito para o ano que vem estarmos aqui de novo, juntas, homenageando Brasília", declarou.
Damares ressaltou o fato de a capital ter duas senadoras mulheres e expressou que "a Leila tem sido um exemplo de mulher parlamentar para o Brasil". Apesar de pertencerem a grupos políticos opostos, acrescentou que "todos de Brasília sabem que isso aqui não é hipocrisia e não é discurso político".
A congressista ainda enfatizou o histórico de unidade da bancada do Distrito Federal no Senado. "Vocês podem ver muitas brigas em Brasília, mas quando vocês olham para o Senado, vocês não veem a bancada de senadores do Distrito Federal em briga, em confusão, em embates desnecessários".
Além de Leila, a senadora mencionou o ex-secretário de Juventude do DF, André Kubitschek, que planeja concorrer à Câmara pelo PL. "Um dia eu vou dizer: 'meu deputado André, sentado na mesa, não vai demorar muito". O pré-candidato é bisneto do ex-presidente Juscelino Kubitschek e filho do empresário Paulo Octávio, ex-governador do DF.
Cenário no DF
Ex-ministra dos Direitos Humanos no governo Bolsonaro, Damares Alves foi eleita senadora em 2022 na coligação do ex-presidente. Ela mantém proximidade com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, também pré-candidata ao Senado com a bênção da parlamentar.
Além de Michelle, o PL tem como pré-candidata para a segunda vaga ao Senado a deputada Bia Kicis (PL-DF), que se aproxima do fim de seu segundo mandato na Câmara.
No lado oposto, a coligação do presidente Lula tem como pré-candidatas a senadora Leila Barros e a deputada Erika Kokay (PT-DF).
Também trabalha para viabilizar a candidatura ao Senado o ex-governador Ibaneis Rocha, pelo MDB, em aliança com a atual governadora Celina Leão (PP), que estará na disputa ao Executivo local.
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