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AUDIÊNCIA CANCELADA

Caso Master: Galípolo cancela ida ao Senado após mal-estar

Presidente do Banco Central era esperado nesta terça-feira na Comissão de Assuntos Econômicos para dirimir dúvidas sobre atuação da autoridade monetária na crise envolvendo o Master.

Congresso em Foco

5/5/2026 | Atualizado às 8:34

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, cancelou sua participação na audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que estava marcada para esta terça-feira (5), após passar mal. A ida dele ao colegiado será remarcada. A nova data ainda está em negociação e poderá ser quarta-feira (13) ou terça-feira (19).

A reunião havia sido convocada para tratar de temas de política monetária e, principalmente, para que Galípolo prestasse esclarecimentos sobre a atuação do Banco Central no caso do Banco Master. A presença do presidente do BC na audiência estava prevista em atendimento a regra regimental do Senado.

Gabriel Galípolo e o presidente da CAE, Renan Calheiros, em audiência em novembro de 2025.

Gabriel Galípolo e o presidente da CAE, Renan Calheiros, em audiência em novembro de 2025.Saulo Cruz/Agência Senado

Dúvidas de Renan

O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), vinha defendendo a presença de Galípolo no colegiado. Em 28 de abril, Renan afirmou que a participação do presidente do BC seria "muito importante" porque, segundo ele, ainda há dúvidas sobre o papel da autoridade monetária na crise envolvendo o Master.

"O Banco Central mandou 23 avisos de irregularidade para o Master e não tomou, ao longo desses anos, nenhuma providencia, salvo a intervenção em dezembro de 2025. Além do mais, o presidente Galípolo fez uma leniência com o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, acusado de praticar irregularidades quando diretor do Banco Santander", afirmou Renan.

Documentos também são cobrados

Outro ponto de tensão entre a comissão e o Banco Central é o envio de documentos sobre o processo do Banco Master. Segundo Renan, a CAE ainda não recebeu informações que deveriam ter sido encaminhadas pelo BC ao colegiado.

Em fevereiro, a comissão instalou um grupo de trabalho para investigar fraudes bilionárias envolvendo a instituição financeira. O grupo é presidido pelo próprio Renan Calheiros.

Crise levou a investigação e intervenção

O caso Master ganhou dimensão nacional depois de investigações sobre suspeitas de fraudes no sistema financeiro. Em novembro de 2025, o Banco Central determinou o fechamento do Banco Master, que passou a ser administrado por um interventor indicado pelo governo. A Polícia Federal também apurou suspeitas de gestão fraudulenta, temerária e envolvimento de organização criminosa no setor financeiro.

Com o adiamento da audiência, senadores da CAE terão de aguardar a definição de nova data para questionar Galípolo sobre a atuação do BC antes da crise, as medidas adotadas contra o Master e o envio de documentos ao Senado.

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