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Escala 6x1
Congresso em Foco
7/5/2026 | Atualizado às 13:20
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (7) que a proposta de redução da escala de trabalho 6x1 tem potencial para ser aprovada com ampla maioria na Casa ainda em maio, apesar de ter sido apresentada pelo governo em um contexto pré-eleitoral. Segundo o parlamentar, o principal beneficiado pelo debate será o trabalhador brasileiro.
"Eu penso que esse é um debate que não terá um vencedor no campo eleitoral. Teremos, na verdade, a sociedade brasileira vencendo esse debate, e com certeza o Brasil sairá mais forte dessa discussão."
A fala foi feita durante conversa com jornalistas antes de uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Paraíba sobre a redução da jornada de trabalho.
Motta afirmou perceber um ambiente favorável à proposta independentemente de alinhamentos partidários, citando como exemplo a tramitação da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais — pauta defendida pelo governo e que, segundo ele, avançou por beneficiar diretamente a população trabalhadora.
"Eu sinto que, independentemente da vinculação partidária, independentemente de ser governo ou oposição, assim como foi o imposto de renda, nós caminhamos para um projeto que possa ter ampla convergência, quem sabe até unanimidade dentro da Câmara dos Deputados."
Para Motta, aprovar o texto na Câmara ainda neste mês abriria caminho para que o Senado conclua a votação antes do recesso parlamentar, reduzindo o impacto do tema no debate eleitoral de 2026. A expectativa do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-PB), é apresentar o parecer na comissão especial no dia 26.
"O Senado teria condição, quem sabe, até de votar antes do recesso para que a gente possa chegar ao momento eleitoral com essa situação resolvida para que não haja vinculação, já que todos nós vamos disputar a eleição aí no segundo semestre", disse.
A proposta do governo foi enviada ao Congresso enquanto uma PEC com conteúdo semelhante já tramitava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Hugo Motta afirmou que a PEC seguirá como prioridade na Casa. Atualmente, o texto está em análise na comissão especial de mérito, última etapa antes de eventual votação em Plenário.
Impacto economico
Ao ser questionado sobre os possíveis impactos da redução da jornada de trabalho sem corte salarial, Hugo Motta afirmou que mudanças trabalhistas historicamente enfrentam resistência sob o argumento de prejuízo à economia. Como exemplo, citou críticas feitas no passado à criação do 13º salário.
"É uma falsa narrativa criada de que essas mudanças não são suportáveis", afirmou.
O presidente da Câmara defendeu que a discussão avance por meio do diálogo entre trabalhadores e setor empresarial, com a construção de um modelo que reduza eventuais impactos econômicos.
"Precisamos entender a forma, qual será o modelo de transição, ouvir os setores produtivos para que, na particularidade de cada setor, a gente tenha condição de trazer o menor impacto danoso possível. Nós não queremos impactar negativamente absolutamente ninguém."
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