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São Paulo
Congresso em Foco
18/5/2026 15:33
O vereador Lucas Pavanato (PL) chamou professores da rede pública da capital paulista de "vagabundos" e "burros". A declaração ocorreu na quarta-feira (13), durante votação de reajuste salarial da educação na Câmara Municipal de São Paulo. Após discurso em tribuna, a sessão precisou ser suspensa duas vezes para que a confusão entre parlamentares fosse contida.
Logo no início da fala, Pavanato afirmou que não espera "educação de sindicalista" e que não se importa com "opinião de gente burra". A declaração desencadeou uma série vaias e manifestações vindas da galeria e de parlamentares, mas não impediu que ele continuasse e dirigisse críticas a vereadores de esquerda.
"Essa massa de manobra serve de palanque para os vereadores de esquerda, que não têm um macho, não têm um corajoso, é só discursinho furado. Não defendem vocês de verdade. Não adianta olhar com cara de perdido, não, Silvia."
A vereadora Silvia Ferraro (Psol) subiu à tribuna e tentou retirar o microfone de Pavanato. Outros parlamentares acompanharam o movimento e tentaram separar a discussão, o que levou à suspensão da sessão.
Quando o bate-boca cessou, Pavanato teve o tempo reiniciado e voltou a criticar os professores. "Muitos se ofendem, os sindicalistas, quando se usa a palavra 'vagabundo'. Eu nunca direcionei diretamente a ninguém essa palavra. Mas, para mim, quem faz greve, quem não trabalha, bate em policial, é vagabundo. Se a carapuça serviu, o problema é de vocês", afirmou.
A declaração provocou nova discussão e a vereadora criticou o parlamentar: "Você nunca trabalhou na sua vida, moleque". A sessão foi novamente suspensa e a Controladoria Geral do Município (CGM-SP) retirou os visitantes que estavam na galeria.
Assista ao momento:
Reação
No Congresso Nacional, a fala causou repercussão entre deputadas. Fernanda Melchionna (Psol-RS) usou as redes sociais para afirmar que o vereador "nunca trabalhou na vida". A parlamentar declarou que Pavanato utiliza seu cargo público para "perseguir estudantes" e "gravar vídeos para TikTok".
Já Talíria Petrone (Psol-RJ) apontou que a declaração faz parte de uma técnica para "eleger os professores como inimigos públicos para mascarar a própria incompetência".
"Quem ganha 26 mil reais pagos pelo imposto desses mesmos professores não tem moral para atacar a categoria. Lutar por direitos é dignidade."
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