Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Planalto atribui novo tarifaço a "sabotagem" de Flávio Bolsonaro

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

RELAÇÕES EXTERIORES

Planalto atribui novo tarifaço a "sabotagem" de Flávio Bolsonaro

Governo criticou relatório com proposta de tarifas ao Brasil e acusa a família Bolsonaro de promover "ingerência" americana em assuntos locais.

Congresso em Foco

2/6/2026 17:50

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O Palácio do Planalto se pronunciou oficialmente nesta terça-feira (2) sobre o relatório preliminar do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que recomendou ao governo americano a imposição de novas tarifas de importação de 25% sobre produtos brasileiros.

Em nota, o governo atribuiu o risco de sanções a uma "sabotagem" promovida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o Executivo, "não há justificativa" para a adoção da barreira comercial.

O Planalto afirma que a investigação do USTR foi instaurada "por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington".

Flávio se reuniu com Trump uma semana antes da publicação de relatório do USTR.

Flávio se reuniu com Trump uma semana antes da publicação de relatório do USTR.Reprodução/Truth Social

Para o Executivo, "é lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos Presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares".

O governo relembrou que já foi instituído um grupo de trabalho conjunto entre Brasil e Estados Unidos para a construção de um acordo tarifário e afirmou que eventuais ações desproporcionais serão respondidas com a Lei de Reciprocidade. "É preciso estar atento aos traidores da pátria e trabalhar em defesa da nossa soberania e dos interesses do povo brasileiro", conclui a nota.

Leia Mais

EUA propõem tarifa de 25% sobre mercadorias importadas do Brasil

Flávio diz ter pedido a Trump que não taxasse produtos brasileiros

Seção 301

O relatório do USTR foi produzido a partir de uma investigação solicitada pelo presidente Donald Trump em 2025, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado por Washington para reagir a práticas consideradas desleais ou prejudiciais ao comércio americano.

A instituição concentra suas acusações em seis frentes. No comércio digital, o USTR critica decisões brasileiras contra empresas americanas de tecnologia e questiona o papel do Banco Central no Pix, alegando favorecimento a uma infraestrutura estatal em detrimento de concorrentes privados dos Estados Unidos.

O órgão também contesta tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a México e Índia, que, segundo Washington, prejudicariam exportadores americanos. O USTR ainda acusa o Brasil de falhar no combate ao desmatamento ilegal, de não oferecer tratamento equilibrado ao etanol americano desde 2017, de demorar na análise de patentes, especialmente no setor biofarmacêutico, e de apresentar falhas no combate à falsificação e à pirataria.

O documento também critica o país no enfrentamento à corrupção, citando a anulação de processos ligados à Lava Jato pelo STF, renegociações de acordos de leniência e a piora em indicadores internacionais de percepção da corrupção.

Resposta do governo

No mesmo comunicado, o governo rebateu ponto a ponto as alegações do USTR. O Planalto afirmou que não há discriminação contra empresas norte americanas no comércio digital e nos serviços de pagamento eletrônico e que o Pix opera sob regras neutras, com participação de empresas americanas.

O governo também argumentou que os acordos comerciais do Mercosul não restringem o acesso de produtos norte americanos ao mercado brasileiro e que o país mantém mecanismos sólidos de combate à corrupção. Além disso, destacou que os Estados Unidos são os principais beneficiários do sistema brasileiro de propriedade intelectual, liderando pedidos de patentes e recebimento de royalties.

O Executivo sustentou que seu programa de biocombustíveis é aberto a produtores estrangeiros em condições não discriminatórias e ressaltou que os próprios Estados Unidos mantêm barreiras a produtos brasileiros, como açúcar e etanol. Na área ambiental, o governo destacou a redução recente dos índices de desmatamento e queimadas, com a meta de alcançar desmatamento zero até 2030.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Donald Trump estados unidos flavio bolsonaro

Temas

Relações Exteriores Governo

LEIA MAIS

Eleições

Lula acusa Flávio de pedir novo tarifaço aos EUA: "vendedor da pátria"

Relações Exteriores

Trump elogia Flávio Bolsonaro após encontro: "jovem inteligente"

Vídeo

Após anúncio de tarifas dos EUA, Lula exibe cartaz: "Pix é do Brasil"

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES