Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosPrêmioRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Mercado ilegal é maior problema das bets, diz presidente da ANJL

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Entrevista

Mercado ilegal é maior problema das bets, diz presidente da ANJL

Ao Congresso em Foco, Plínio Lemos Jorge reiterou que empresas clandestinas trazem riscos ao consumidor e e às plataformas reguladas.

Congresso em Foco

19/6/2026 | Atualizado às 15:48

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O combate às apostas ilegais se tornou o principal foco do setor de jogos no Brasil após a regulamentação das bets. A avaliação é do presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Plínio Lemos Jorge, que destacou a gravidade do mercado clandestino e os riscos que representa tanto para empresas legalizadas quanto para consumidores.

"Depois da regulamentação, iniciou-se o combate ao mercado ilegal, que hoje é um problema muito grave", afirmou. Segundo Lemos, operadores fora da lei criam uma concorrência desleal e expõem usuários a riscos como fraudes e falta de garantia de pagamento.

Em entrevista ao Congresso em Foco, o dirigente afirmou que o setor, em parceria com o governo, tem investido em ferramentas tecnológicas para identificar plataformas irregulares. A atuação envolve monitoramento de redes sociais, rastreamento de meios de pagamento e cooperação com órgãos como Anatel, Banco Central e Ministério da Fazenda.

"Nós instrumentalizamos um laboratório para dar condições de identificar 'esse ilegal', identificar nas redes sociais, identificar o meio de pagamento que eles usam, para que, então, o Banco Central possa começar a fazer realmente um bloqueio efetivo 'desse ilegal', protegendo, sobretudo, o consumidor."

Plínio Lemos ressaltou que o principal impacto do mercado ilegal recai sobre o consumidor. O presidente da ANJL reiterou que plataformas clandestinas não seguem regras básicas de proteção e podem colocar os usuários em risco.

"O consumidor tem que estar em uma plataforma para se divertir, não para correr risco de não receber o dinheiro ou ver menor jogando. Isso acontece no 'ilegal", disse.

Leia Mais

Lula assina decreto para bloquear recursos de bets ilegais em até 24h

O presidente da ANJL também atribuiu parte do crescimento do mercado irregular ao período entre 2018 e 2024, quando as apostas esportivas foram permitidas, mas ainda não havia regulamentação efetiva.

"Ficamos quase seis anos sem controle. Nesse ínterim, não só os influencers, mas todo o público que divulgava bet tinha 'muitos ilegais' ainda, muita gente sem compromisso, muita gente deixando o menor jogar."

O dirigente reforçou que apostas devem ser tratadas como entretenimento, e não como forma de lucro. "Não esperem ganhar dinheiro. Venham se divertir", declarou. "Jogos e apostas não são investimento, são diversão."

Referência regulatória

Em relação aos efeitos da regulamentação, o dirigente avaliou que o Brasil possui hoje um dos modelos mais avançados no setor. Para ele, o principal desafio não é criar novas regras, mas garantir o cumprimento das já existentes. "O que já temos basta, precisamos dar tempo para a regulação fazer efeito", disse.

O dirigente também demonstrou preocupação com propostas que buscam restringir a publicidade de apostas. Segundo ele, a medida pode dificultar a diferenciação entre plataformas legais e ilegais. "Se eu restringir a publicidade, não consigo mostrar o que é legal e o que é ilegal. Isso pode acabar beneficiando o clandestino", argumentou.

Plínio Lemos defendeu que esse debate seja feito apenas após o combate efetivo ao mercado irregular, prazo que, em sua avaliação, ainda não é possível de ser estabelecido.

"Se daqui a cinco, 10 anos, o combate do 'ilegal' tenha sido efetivo e a gente tenha retirado realmente ele da circulação, aí sim podemos começar a discutir a restrição de publicidade."

Outro ponto destacado foi a tributação do setor. De acordo com ele, a carga total pode chegar a 50%, se considerado impostos como PIS, Confins, Imposto de Renda e ISS, além das destinações obrigatórias sobre a receita. O presidente da ANJL alertou que aumentos adicionais podem estimular a migração para o mercado ilegal, que não paga tributos.

"As bets não pagam só 12% ou só 13%, como dizem. Os 12% e 13% são o primeiro encargo, que é a destinação, que é aplicado sobre aposta feita menos prêmio pago. Depois disso, vai para a atividade da empresa e todos os outros impostos são aplicados: PIS, Cofins, Imposto de Renda, ISS. A carga tributária hoje de uma bet chega, dependendo da operação, de 48% a 50%", detalhou.

Economia

O presidente da ANJL afirmou que o setor de apostas tem impacto relevante na economia, com mais de 100 mil empregos diretos e indiretos, além de investimentos no esporte.

De acordo com ele, os recursos provenientes das apostas chegam a clubes, atletas e federações, tanto por meio de patrocínios quanto por repasses previstos na regulamentação do setor. O dirigente destacou que esse fluxo de investimentos ajuda a elevar o nível das competições e a ampliar a visibilidade de diferentes esportes.

"Hoje as bets ocuparam um papel muito relevante, sobretudo no esporte, dando condições de ter um futebol de qualidade, estádios melhores e apoio a outras modalidades, como basquete e vôlei."

Plínio Lemos rebateu a percepção de que o setor se resume a operações digitais simples. Segundo ele, a cadeia econômica das bets é ampla e envolve diferentes áreas, como atendimento ao cliente, financeiro, recursos humanos, eventos, patrocínio. A estimativa apresentada pela associação é de mais de 100 mil empregos diretos e indiretos.

O dirigente citou ainda a realização de eventos ligados ao setor em diversas capitais, especialmente durante a Copa do Mundo, como arenas temáticas e espaços de transmissão pública, que mobilizam trabalhadores e impulsionam a economia local.

CPI das Bets

Ao comentar a CPI no Senado, o presidente da ANJL afirmou que houve certa confusão inicial sobre o foco das investigações, que teria oscilado entre empresas legalizadas e influenciadores.

Na avaliação do dirigente a expectativa do setor era que a comissão tivesse como principal alvo o mercado ilegal, mas o direcionamento acabou mudando ao longo do processo.

O dirigente apontou que, após esse primeiro momento, a comissão passou a concentrar atenções em influenciadores digitais, o que, na visão dele, contribuiu para ampliar o debate público sobre o tema, mas também evidenciou a dificuldade de compreensão sobre o setor.

"A CPI teve o seu mérito, ainda que não tenha tido conclusão, mas foi bom para jogar luz em tudo. Quando a CPI começou sem um propósito claro, e depois foi entendendo que nosso foco não tem que ser o legalizado, que já foi fiscalizado, vamos tentar procurar o 'ilegal' e procurar os influencers. Mas o 'ilegal' é muito difícil de identificar."

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Temas

ANJL bets Entrevista Economia

LEIA MAIS

DEBATE ECONÔMICO

"Mais um golpe do governo federal", diz Rogério Marinho sobre PEC 6x1

Renegociação

Governo superestima gastos com renegociação de dívidas rurais, diz FPA

Economia

Cade acende alerta sobre "guerra de subsídios" agressivos no delivery

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES