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Ofensiva

Lula assina decreto para bloquear recursos de bets ilegais em até 24h

Pacote de medidas também inclui responsabilização de influenciadores que divulgarem casas de apostas ilegais.

Congresso em Foco

19/6/2026 12:41

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O presidente Lula assinou nesta sexta-feira (19) um decreto que permite o bloqueio rápido de recursos e a interrupção de transações ligadas a plataformas de apostas ilegais. A medida amplia os mecanismos de asfixia financeira contra empresas que operam fora da regulamentação.

Pelo novo modelo de bloqueio, a Secretaria de Prêmios e Apostas, vinculada ao Ministério da Fazenda, passa a poder emitir um auto formal e notificar instituições financeiras e de pagamento.

Essas instituições terão até 24 horas para bloquear valores e interromper novas transações relacionadas à empresa irregular. O cumprimento da medida deverá ser comunicado em até 48 horas, sob supervisão do Banco Central.

Também fica previsto o chamado "perdimento de bens", que permite que valores obtidos por meio de apostas ilegais sejam definitivamente apreendidos pelo Estado após o devido processo administrativo.

Esses recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, com foco no financiamento de ações de combate ao crime organizado e às próprias operações ilegais de apostas.

Em publicação nas redes sociais, o presidente destacou que o objetivo do governo é impedir que empresas ilegais continuem operando no país e explorando os brasileiros.

"Ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinei hoje uma nova medida que garante o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas.
Com a nova Lei Antifacção e a inteligência acumulada no combate a crimes financeiros, Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça e Advocacia-Geral da União avançam para sufocar o fluxo de recursos de bets ilegais.
Cumprido o devido processo, os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país."

Assista ao vídeo:

A condução dos processos ficará a cargo da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça. O órgão será responsável por notificar os envolvidos, analisar eventuais defesas e conduzir a produção de provas durante a investigação.

Após a conclusão do processo administrativo, os valores considerados irregulares serão transferidos ao Fundo. O bloqueio permanece até que os recursos sejam depositados judicialmente, podendo haver novas medidas para garantir sua preservação.

Influenciadores

O governo também regulamentou a responsabilização de influenciadores digitais e empresas que divulgem bets ilegais. Pessoas físicas e jurídicas que promovam apostas ilegais poderão ser responsabilizadas pelo recolhimento dos tributos incidentes sobre a atividade, mesmo quando a empresa beneficiada estiver sediada no exterior.

Outro ponto anunciado pelo governo é a regulamentação da responsabilização tributária solidária de instituições financeiras e de pagamento que, de alguma forma, contribuam para a operação de apostas ilegais.

A norma estabelece que bancos, fintechs e outros intermediários podem ser responsabilizados caso facilitem transações ligadas a plataformas irregulares, fortalecendo os mecanismos de controle e fiscalização do setor.

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Regulamentação

Nos últimos anos, o governo passou a exigir autorização formal para operação das plataformas, além de impor regras de transparência, tributação e proteção ao consumidor.

As chamadas bets autorizadas são empresas que atendem às exigências estabelecidas pelo governo, como pagamento de outorgas, adoção de mecanismos de controle financeiro, medidas de prevenção à lavagem de dinheiro e compromisso com práticas de jogo responsável.

Essas plataformas operam dentro de um ambiente regulado, sob supervisão estatal, e precisam seguir regras de transparência e proteção ao consumidor. Uma das formas de identificação é o uso do domínio ".bet.br" em seus endereços eletrônicos.

Com a regulamentação, o governo também acompanha o cumprimento das regras previstas na Lei das Bets (14.790/2023), incluindo o chamado retorno mínimo ao jogador. Pela norma, ao menos 85% do valor apostado deve ser devolvido aos usuários na forma de prêmios.

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