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JUDICIÁRIO

Moraes autoriza reunião de Bolsonaro com advogados antes de depoimento na PCDF

Bolsonaro poderá receber equipe jurídica ao longo de uma hora antes da oitiva sobre apreensão de sua arma.

Congresso em Foco

22/6/2026 17:54

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou nesta segunda-feira (22) a flexibilização do tempo limite de reunião entre Jair Bolsonaro e seus advogados antes do depoimento marcado para terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A oitiva faz parte do inquérito que investiga a apreensão, em Brasília, da arma pertencente ao ex-presidente.

Desde que foi determinada sua transferência para prisão domiciliar, em março, Bolsonaro está autorizado a receber visitas de advogados nas mesmas condições aplicadas no presídio, com reuniões de até 30 minutos nos períodos da manhã ou da tarde. Com a marcação da oitiva, sua defesa solicitou a flexibilização da regra, "exclusivamente para fins de preparação".

Ex-presidente responde a inquérito por suspeita de posse ilegal de arma de fogo.

Ex-presidente responde a inquérito por suspeita de posse ilegal de arma de fogo. Pedro Ladeira/Folhapress

Conforme a decisão, Bolsonaro poderá receber sua equipe jurídica a partir das 14h, permanecendo em reunião até o início da oitiva, às 15h, também em sua residência.

Veja a íntegra da decisão.

Arma apreendida

Na noite da última segunda-feira (16), durante a realização de uma blitz em Brasília, a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma pistola Glock G17 em posse de um militar ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A arma estava registrada no sistema do Exército como pertencente a Jair Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente admitiu ao STF que a arma era dele, e que os policiais responsáveis pela custódia haviam retirado uma peça para que ela ficasse inutilizável para evitar acidentes enquanto Bolsonaro estivesse fazendo o uso de remédios psiquiátricos.

Ao perceber o defeito, Bolsonaro entregou a arma ao militar da sua equipe de segurança, a quem solicitou que levasse ao quartel para reparos e a devolvesse em seguida.

Segundo os advogados, a arma não foi entregue antes à polícia por não haver decisão judicial revogando seu porte, e que uma ordem nesse sentido seria prontamente acatada.

Um inquérito foi instaurado pela PCDF para averiguar a regularidade da posse da arma, bem como dos eventos citados pela defesa. Na sexta-feira (19), Moraes autorizou a realização da oitiva, desde que fosse presencialmente em sua casa.

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